SOCIOLOGIA DO PODER - EJA – 3º A
Na sociologia, em um sentido amplo, poder é a capacidade que uma pessoa ou um grupo tem de fazer com que os outros ajam do jeito que eles querem. Em outras palavras, ter poder significa conseguir influenciar, controlar ou mudar o comportamento e a opinião de outra pessoa. O poder é uma relação entre pessoas. Ele existe em quase todos os momentos da nossa vida: Na família, quando a mãe ou o pai dita as regras da casa para os filhos. No trabalho, quando o chefe determina as tarefas que o funcionário deve cumprir. Nas ruas, quando o motorista obedece a ordem do policial.
No mundo há vários tipos de poderes (econômico, religioso, ideológico, etc.), entretanto o poder acima dos demais é o poder político.
1 - O Poder Político: Ele está presente nos demais poderes, sejam eles o econômico, o religioso, o ideológico, etc. É o poder que melhora ou piora a vida das pessoas. É o poder que cria as leis, decretos, portarias, resoluções, etc. É o único que pode aumentar, diminuir ou perdoar cobranças e impostos. É o único que tem o legítimo poder de prender, julgar, absolver, condenar e soltar as pessoas. É o poder que tem o direito legítimo de usar a força (repressão legal, polícia, forças armadas) para garantir o cumprimento das leis. Esse poder está na economia, através da política econômica, na saúde através da política de saúde, na educação, através da política educacional, na segurança da mesma forma, etc.
Na economia, esse poder, através de suas políticas, pode estimular ou dificultar o empreendedorismo. Se a economia de um país é boa e o padrão de vida do povo também, isso é resultado de uma política econômica (ou seja, o poder político facilitando a economia). Esse poder pode também piorar a vida de todos através de muita burocracia e impostos para sustentar uma máquina pública cheia de luxos e privilégios.
Exemplo: O auxílio-moradia (em torno de 4,2 mil por mês) pago a altas autoridades do funcionalismo público dos poderes Legislativo, Judiciário e Executivo - que em média ganham mais de R$ 30 mil por mês. Outro exemplo é o de impostos cobrados sobre alimentos básicos do brasileiro: Arroz: Cerca de 17,5%. Feijão: Cerca de 20,1%. Carne Bovina: Cerca de 30,0% do preço é imposto. Frango: Cerca de 31,2%. Só para comparar, nos Estados Unidos de maneira geral não há impostos sobre alimentos e medicamentos. Em poucos estados onde é cobrado, ele fica em torno de 1% a 4%.
Quanto mais o poder político gasta, mais ele cobrará impostos em cima do trabalhador. Quanto mais luxo, mais impostos. Quanto mais cargos públicos, mais impostos. Quanto mais financiamento de partidos políticos e campanhas eleitorais, mais impostos. Ou seja, quanto mais impostos forem cobrados, mais cara e sofrida será a vida do trabalhador. O ideal é um Estado que gaste pouco e esse gasto seja direcionado para melhorar a vida do povo através de educação, saúde e segurança.
De maneira geral, na maioria dos países, o poder político está dividido nos poderes Executivo, Legislativo, Judiciário e Moderador.
2 - Poder Econômico: Baseia-se na posse de bens, no controle dos meios de produção e na capacidade de influenciar os rumos do mercado. Embora os detentores de capital (como grandes empresários e banqueiros) possuam enorme força financeira, essa influência não é absoluta: ela opera dentro dos limites estabelecidos pelo Poder Político. Afinal, o mercado depende diretamente das regras, regulamentações e da estabilidade ditadas pela política econômica do Estado.
No caso do empregado ou aposentado ou pensionista, ele possui o poder aquisitivo ou poder de compra: é a capacidade que o seu salário tem de movimentar a economia.
Quem possui poder aquisitivo? todos os que tem algum tipo de renda, sejam eles ricos, pobres ou classe média. Sem esse dinheiro circulando no comércio, a maioria das pequenas e médias empresas irão à falência.
O Tamanho do poder aquisitivo: quanto mais renda, maior é o poder. No caso dos empregados assalariados ou aposentados, o tamanho desse poder depende de duas coisas: do valor do seu salário e de quanto dinheiro o governo tira do seu bolso através dos impostos ( o governo retira entre 7,5% e até cerca de 20% diretamente da folha de pagamento – quanto mais o trabalhador ganha, mais dinheiro o governo retira do seu salário bruto). Entre o que é descontado no contracheque e o que é pago em impostos nas compras, o Estado brasileiro acaba ficando com quase um terço (33%) de toda a riqueza produzida pelo suor do trabalhador.
Em países onde se cobra pouco imposto, o poder aquisitivo do trabalhador é maior. Não é o caso do Brasil, onde uma grande parte do povo, em vez de escolher o que quer consumir, é obrigada a comprar apenas o mínimo para sobreviver.
O poder econômico depende mais do poder político do que o contrário, mas o poder político também precisa do econômico...A economia precisa do governo e o governo precisa da economia. Preços e impostos nos dizem muito sobre se um governante é bom ou ruim. Os maus governantes sempre jogam a culpa dos preços altos no empresário. Entretanto, a realidade é outra no Brasil: manter uma pequena empresa é um grande desafio. As estatísticas mostram que de cada 100 pequenas empresas abertas, cerca de 25 fecham no primeiro ano de funcionamento. Quando o tempo passa, a situação fica ainda mais difícil: de maneira geral, cerca de 60% dessas empresas fecham antes de completar 5 anos de vida. Ou seja, mais da metade fica pelo caminho. A pesada carga de impostos começa a ser cobrada desde o primeiro dia, sufocando o caixa de quem está apenas começando. Quem tem uma grande empresa ou tem com "padrinhos políticos" consegue empréstimos fáceis e incentivos do governo. Já o trabalhador que tenta abrir o seu pequeno comércio ou oficina enfrenta a força do Estado sozinho, o que explica por que a maioria não consegue resistir aos primeiros anos.
3 - Poder Ideológico: É o poder que atua através das ideias, valores e informações. Pode ser usado para o bem ou para o mal. Ele não nos força a fazer algo, mas nos convence a pensar e a agir de um certo jeito. Nós sofremos a influência desse poder todos os dias quando vamos à escola, assistimos as novelas, os telejornais e as propagandas. Da mesma forma, somos influenciados através das músicas e das redes sociais. Esse poder serve para moldar a nossa opinião, direcionando nossa consciência para o que seria (ou não seria) melhor, desejável, correto, justo, etc. Esse poder é utilizado pela educação em geral, partidos políticos, grandes redes de comunicação, influenciadores digitais e empresas em geral. Exemplo do mau uso desse poder:
No Brasil, os cassinos são proibidos, por viciarem e levarem à miséria milhares de famílias. Hoje, o cassino está dentro do celular e a intensa propaganda sobre as bets passa uma ideia falsa de riqueza, luxo e sucesso.
4 – Poder Religioso ou Teológico: É o poder relacionado com a nossa fé, com o sagrado e com o destino da nossa alma após a morte. Também é o poder que muitos utilizam para pedir ajuda material, saúde, emprego, etc. Esse poder também é utilizado para ditar regras de comportamento, usos, costumes, etc. Além disso, é um poder que atua também em projetos sociais, obras de caridade, recuperação de indivíduos, famílias, etc. Nos países islâmicos, esse poder é a base do poder político. No cristianismo, esse poder serviu como um dos formadores da civilização ocidental.
5 - Poder Tradicional: é aquele que não nasce de uma lei escrita e nem de um político eleito. Ele se baseia na tradição, no respeito ao passado e nos costumes que são passados de geração em geração. Mesmo sendo tradicional, esse poder tem o amparo total na lei. O maior exemplo é o poder familiar, que dá aos pais o direito e o dever de guiar a vida dos filhos menores de idade. Pai e mãe devem ter autoridade sobre os filhos e não o contrário.
Outro exemplo é o poder do líder tribal (como chefes, caciques ou anciãos) e de seus descendentes: Em muitas regiões do mundo, esse modelo de poder ainda funciona — como a principal forma de governo e organização da vida social
6 - Poder Carismático: Baseia-se na devoção afetiva dos liderados em relação às qualidades pessoais de um indivíduo, que de maneira geral é um excelente orador que convence facilmente as multidões, apelando para a emoção ou para promessas de uma vida melhor. As pessoas o seguem e o obedecem porque acreditam que ele é alguém sábio, iluminado, extraordinário, etc.
O líder carismático provoca o efeito da "cegueira coletiva" ou do fanatismo: Em vez de olhar para o que o líder está fazendo de verdade, a multidão começa a segui-lo de olhos fechados. Esse fenômeno provoca três grandes problemas na sociedade:
- Aceitar o inaceitável: as multidões passam a aceitar tudo o que o líder fizer, mesmo que seja corrupção, roubo, mortes, etc.
- Fim do pensamento crítico: O cidadão deixa de pensar por conta própria. A opinião do líder passa a ser a única verdade, e quem pensa diferente passa a ser visto como um inimigo.
- Divisão e brigas: as pessoas passam a brigar para defender o político ou o líder de sua devoção, esquecendo-se de que nenhum político ou líder (mesmo o religioso) é perfeito
História, Política, Economia, Cultura, Filosofia, Sociologia, etc.
Pesquisar este blog
segunda-feira, 7 de setembro de 2026
INTRODUÇÃO À SOCIOLOGIA DO PODER
Assinar:
Postagens (Atom)