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quinta-feira, 30 de maio de 2013

ÉTICA E MORAL

MORAL E ÉTICA 

O que é moral?
É o conjunto de normas, costumes, usos, regras, valores, tradições, etc., praticados em cada sociedade (tudo o que é considerado certo ou errado, bem ou mal, bom ou ruim, permitido ou proibido, justo, injusto, etc.). O ser humano é um ser moral ao mesmo tempo em que é um ser cultural e social. A moral é variável, pois está sujeita à cultura de cada povo e ao tempo, ou seja, às mudanças culturais provocadas pelas sociedades ao longo do tempo. A moral é um processo de internalização das regras e normas da sociedade.

Surgimento da moral:
Ela surge a partir do nosso aparelho psíquico: ID, EGO E SUPEREGO.
Id:  é a parte mais primitiva e instintiva da nossa mente. Ele opera pelo princípio do prazer, buscando a satisfação imediata de todos os desejos e necessidades, sem se preocupar com a realidade, a lógica ou as consequências. O Id não tem moral. Ele é a fonte de toda a energia psíquica e dos impulsos biológicos, como a fome, o sexo e a agressão. Quando nascemos, só temos o Id. O bebê é a manifestação mais clara do Id em sua forma mais pura, sem as camadasvde racionalidade e moralidade que se desenvolverão mais tarde.

Superego e Ego: Com o passar do tempo, a criança aprende que não pode fazer tudo o que quer, pois há regras, proibições, impedimentos...ela percebe que nem todos os seus desejos podem ser satisfeitos, que é preciso também esperar, negociar e lidar com a realidade externa. É nessa fase que se formam o Ego e o Superego: O Ego opera sob o princípio da realidade, buscando maneiras de satisfazer ou impedir os desejos do Id. O Superego opera as regras de proibição, impedimento, espera, negociação, etc. O Superego é uma espécie de voz da consciência, um alarme que gera sentimentos de culpa ou vergonha quando as regras são quebradas. Quem vai decidir como agiremos é o Ego, que assume a função de juiz. Sendo assim, a moral é o produto do conflito entre Id, ego e superego. 
A obediência ao Superego é a base da moralidade e do comportamento civilizado. O Id, com seus impulsos primitivos e sua busca incessante pelo prazer, é essencial para a nossa sobrevivência (ex: fome, ira ou vingança), mas se não for controlado, leva ao caos. Se vivêssemos guiados apenas pelo Id, a agressão e a satisfação sexual seriam descontroladas, e não haveria respeito pelas regras ou pelos outros. O Superego, ao internalizar as normas sociais e os valores familiares, atua como um freio. É ele que nos faz pensar nas consequências de nossas ações, que gera a culpa quando quebramos uma regra e que nos guia em direção ao que é socialmente aceitável. Sem o Superego, não haveria solidariedade, respeito, leis ou ordem. Mas, o Superego só age quando obedecemos ao nosso Ego, que é o juiz que decide a quem obedecer. 

SER HUMANO, SER MORAL: Somos seres morais, pois criamos e vivemos sob normas, regras, usos, costumes, etc. Se não for assim, a humanidade se autodestrói no caos total. Não existe povo sem moral. Os índios, por exemplo, tem sua própria moral, a qual, por ser diferente da nossa civilização, é tratada como caso especial, ou seja, é tida como amoral para a legislação brasileira (um exemplo disso é o infanticídio praticado em algumas tribos, o qual não é tido como crime por tratar-se de cultura própria dos grupos indígenas). O termo amoral refere-se aos portadores de problemas mentais que os impedem de ter senso moral (ex: os loucos), assim como os animais. 

MORAL: Quando determinada pessoa vai de encontro a essa moral, ela pratica uma ação IMORAL, ou uma IMORALIDADE, que pode ou não ser considerada um crime, dependendo do caso, já que nem todo costume ou tradição pertence ao campo jurídico. Ex: é costume usar a roupa adequada ao ambiente aonde se vai. As pessoas não vão com trajes de banho para uma formatura ou a um júri (onde será proibida a entrada, embora não seja crime).
 
A moral é relativa e mutante: muda conforme os costumes de cada povo, muda conforme a religiosidade, muda conforme a influência da economia, da ideologia, etc. Até o século XIX, por exemplo, a escravidão negra no mundo estava incluída na moral vigente. Hoje, é crime. No Ceilão e no Tibet, há comunidades que praticam a poliandria, comportamento que é proibido por lei aqui no Brasil. O adultério deixou de ser crime no Brasil em 2005, mas continua gerando polêmicas. Vítimas de adultério têm acionado a justiça com o objetivo de receber indenização por danos morais dos adúlteros.
 
A moral no mundo islâmico sofre forte influência religiosa e é bastante diferente da moral cristã em geral. No cristianismo brasileiro, a moral de alguns grupos religiosos mais conservadores, é diferente de outros mais liberais. A moral muda também conforme as mudanças econômicas (ex: no passado, o comércio fechava na hora do almoço, ou não abria aos domingos, seguindo o costume; hoje, isso não acontece mais devido à forte concorrência, assim como antigamente em nenhuma empresa, seja comércio ou indústria, havia expediente no domingo).
A moral também sofre influência da ideologia (ex: a ideologia racista dos nazistas, do apartheid, a ideologia ditatorial stalinista, maoísta, etc.). A moral também sofre influência das mudanças tecnológicas. Ex: o uso de anticoncepcionais, DIU, preservativos, células tronco, etc., onde muita gente é a favor e outros são contrários por ir de encontro aos seus princípios morais e éticos.
ÉTICA: A ética difere da moral por estar voltada para as questões do dever, da obrigação moral (devo fazer ou não), da conduta correta, ou seja, a ética é a reflexão que fazemos sobre nossa conduta moral.
1 - IMORAL E ÉTICO: índios que não aceitam o infanticídio e salvam seus filhos ou filhos de outros; o movimento abolicionista do Brasil escravagista, etc.
2 - IMORAL E ANTIÉTICO: alunos que se “escoram” nos colegas em trabalhos de equipe, pessoas que jogam lixo pela janela ou fora da lixeira, falar mal da vida alheia ou dar ouvidos, etc.
3 - ÉTICO E MORAL: respeitar os sinais de trânsito (ético e moral), descartar lixo corretamente, preservar o meio ambiente, etc.
4 - ANTIÉTICO E MORAL: Alguns grupos indígenas tem o costume de praticar o infanticídio, moral que não é aceita por todos os índios; muitos deles fogem com as crianças ou as entregam para adoção. Outro exemplo é o da mutilação da genitália feminina, em alguns países de forte tradição islâmica, embora esta prática não possua nenhuma base no alcorão; ou seja, está ligada muito mais ao machismo.
5 - ANTIÉTICO E IMORAL: os que praticam crimes de todo tipo são os maiores exemplos, mas há situações chamadas de DILEMAS ÉTICOS OU MORAIS: exemplos: um médico de hospital público que diante da precariedade das condições de trabalho e do número de pacientes, precisa decidir entre quem vai ser atendido de imediato e quem não vai, ou seja, alguns pacientes irão morrer. Outro caso da medicina seria o de um médico divulgar a doença de algum paciente sem a devida autorização.
Há casos terríveis, como o dos sobreviventes de um acidente aéreo, os quais,  para não morrerem, tiveram que comer cadáveres congelados na cordilheira dos Andes, enquanto esperavam socorro. Outro exemplo é o de pessoas em situação de miséria total que alimentam-se dos restos que apanham em lixeiras ou nos lixões. Nestes dois casos, a existência precede a essência, como diz Sartre, ou seja, deixa-se de lado qualquer princípio, pois a vida passa a ser mais importante.

RELATIVISMO MORAL E ÉTICO: é o que ocorre no caso 4 (antiético e moral), onde a ideia é respeitar a cultura de determinado povo, mesmo com práticas de mortes, mutilações e desrespeito aos direitos básicos do ser humano. No Brasil, a FUNAI tem impedido qualquer implantação de lei que impeça ou acabe com o infanticídio indígena. Há um projeto de lei (PL 1057/2007), conhecido como "Lei Muwaji", em homenagem a uma mãe da tribo dos suruwahas, que se rebelou contra a tradição de sua tribo e salvou a vida da filha, que seria morta por ter nascido deficiente.  deficiente.  


MORAL E ÉTICA UTILITARISTA: Segundo o filósofo Jeremy Bentham, a natureza colocou o gênero humano sob o domínio de dois senhores soberanos: a dor e o prazer. Somente a eles compete apontar o que na realidade faremos. Obedecendo a esses dois senhores está vinculada a norma que distingue o que é certo do que é errado, e por outra, a cadeia das causas e dos efeitos. Para Bentham, todo sistema moral, em qualquer lugar do mundo, precisa levar em conta a questão desses nossos senhores, DOR E PRAZER. Como devemos leva-los em conta:


MAXIMIZAR O PRINCÍPIO DO PRAZER PARA A MAIORIA e MINIMIZAR A DOR, (se for necessário, será preciso matar uma minoria para que a maioria sobreviva); É a escolha entre o ruim e o pior. Um exemplo disso ocorre em guerras, onde os comandantes precisam sacrificar parte de suas tropas na linha de frente do combate,
através de estratégias militares.  


terça-feira, 5 de março de 2013

FORMAS, SISTEMAS E TIPOS DE GOVERNO



Política é, em linhas gerais, a arte de governar ou administrar o lar, a empresa, o clube, a cidade, o estado ou o país”. Onde há grupos humanos, aí há política, mesmo entre os que a detestam (isso também é uma decisão política). Para Maquiavel, em seu livro O Príncipe, política é “a arte de conquistar, manter e exercer o poder...” A política tem como base a questão do poder (alguém manda e alguém obedece). Há vários tipos de poder, porém, dentre estes, destacam-se o poder econômico e o ideológico.
Poder econômico: Segundo Karl Marx, para estudar qualquer sociedade, devemos partir da forma como a mesma produz os bens necessários à sua vida, pois daí é que descobriremos como ela produz e divulga suas ideias. A  economia está na base estrutural de qualquer país, ou seja, faz parte da infraestrutura (estrutura material da sociedade). A economia determina o modo de vida, de moral e de ideias de uma sociedade. Ex: na idade média, a atividade bancária e a cobrança de juros eram tidas como ilegais e imorais, porém, com o nascimento da burguesia,  houve a necessidade de legalizar os juros e os bancos, fato que exigiu a revisão das restrições morais aos empréstimos. Até os reis passaram a necessitar dos banqueiros.
O poder econômico está baseado na posse de bens, os quais são usados para obter lucros e vantagens, empregar pessoas, movimentar a economia, expandir o crescimento econômico, etc. Em um Estado, o governante necessita manter a estabilidade econômica, aumentar a oferta de empregos, promover o desenvolvimento, manter a inflação baixa, etc., para que o país cresça e sua reputação aumente. Para alcançar esses objetivos, o governante precisa do poder econômico ao seu lado, ou seja, precisa da iniciativa privada, a qual é muito mais eficiente em termos de produção de mercadorias e serviços do que as empresas estatais (há exceções, claro). Claro que há pontos negativos, tais como os exemplos a seguir: financiamento privado da campanha (infelizmente, quem financia almeja retornos vantajosos), corrupção, clientelismo, peculato, suborno, concussão, compra de votos, etc. No capitalismo, as grandes corporações acabam sempre sendo beneficiadas pelo poder político (ex: bancos, grandes construtoras, montadoras, etc.). 
Poder ideológico: Na visão marxista, a ideologia faz parte da superestrutura, juntamente com a estrutura jurídico-política (estruturas que sujeitam a classe dominada, cuja cultura e modo de vida refletem as ideias e os valores da classe dominante). Para o governante, é mais fácil e barato governar através das ideias do que somente através da violência. Através das ideias, o governante pode dominar manipular, convencer, doutrinar, alienar, etc.
Comparando a ideologia entre democracias e ditaduras: em uma democracia, não há restrições à livre circulação de ideias. Já em uma ditadura, toda ideia e manifestação contrária à do governo deve ser reprimida e perseguida, assim como seus seguidores.
A política surgiu a partir da necessidade de administrar os interesses e os conflitos da vida em sociedade. Esse poder foi chamado de Estado, o qual, em uma definição simples, significa a instituição constituída de território, povo (e/ou nações), leis, governo (Estado é diferente de Governo), etc. O termo nação difere de Estado, pois significa o povo que possui o mesmo idioma, usos, costumes, religião, etc., ou seja, um Estado pode conter várias nações, como é o caso do Brasil, que abriga diversas nações indígenas. Em relação ao Governo, significa o grupo de pessoas que administra e governa um país, estado ou província, tanto os políticos eleitos como os funcionários diversos tais como policiais, professores, médicos, etc. Ou seja, Estado é permanente, governo é provisório. Na maioria dos países democráticos, o Estado divide-se em três “esferas” (federal, estadual e municipal), no sentido de facilitar a administração.
Na maioria dos Estados democráticos, o poder está dividido em três: executivo, legislativo e judiciário. Esta divisão visa manter o equilíbrio do poder.
Poder Legislativo: exerce a função de criar normas jurídicas para regular a vida em sociedade, embora o poder Executivo também tenha o direito de enviar projeto de lei ou medida provisória ao parlamento. Esse poder também pode derrubar um veto do Executivo a alguma norma já aprovada. No Brasil, esse poder é representado pelo Congresso Nacional (Deputados e Senadores), Assembleia Legislativa (esfera estadual) e Câmara municipal (esfera municipal).
Poder Executivo: executa as leis e administrar os negócios públicos, envia ao Legislativo seus projetos de lei, veta toda ou parte de uma norma aprovada pelo Legislativo, cumprir o que manda o Poder Judiciário, etc. No Brasil, esse poder é representado pelo Presidente da república (esfera federal), governadores (esfera estadual) e prefeitos (esfera municipal).
Poder Judiciário: administra a justiça mediante aplicação das leis aos  conflitos de interesses. Pode também declarar a inconstitucionalidade das leis que foram aprovadas pelo legislativo e/ou executivo. No Brasil, na esfera federal, esse poder é representado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), Superior Tribunal de Justiça (STJ), Tribunal Superior do Trabalho
 (TST), Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e Superior Tribunal Militar (STM). Na esfera estadual, há os diversos Tribunais de Justiça.
Formas de Governo: são em geral duas: Monarquia e República.
1 - Monarquia: é um sistema dinástico e hereditário tradicional de governo; divide-se em dois tipos:
1a- Monarquia absolutista: o monarca governa com seus conselheiros, sem constituição nem parlamento, tendo poderes quase ilimitados. Países como França e Reino Unido já foram absolutistas. Ainda existem países assim (Arábia Saudita, Suazilândia, Qatar, Omã, Vaticano).
1b- Monarquia constitucional ou parlamentarista: os monarcas apenas representam ou simbolizam o Estado (protegendo a Constituição e defendendo o povo de projetos de leis prejudiciais, por exemplo). Dependendo do país, podem ter o poder de indicar ou demitir o premiê e tentar resolver impasses políticos. Nesta monarquia, quem governa é o premiê, o qual, dependendo do país, é indicado pelo monarca ou eleito pelo parlamento (congresso). O premiê governa juntamente com seu ministério (chamado de gabinete). Em caso de um mau governo, o premiê e seu gabinete podem ser destituídos pelo parlamento, através de uma moção de censura, sendo imediatamente substituídos. A maioria das atuais monarquias são parlamentares. Ex: Inglaterra, Japão, Holanda, Suécia, Espanha, Bélgica, Canadá, etc.
2 - República: O governante é escolhido ou indicado para governar durante determinado período (dependendo do país, pode ser vitalício). Atenção: não confunda república com democracia. Uma república pode ser democrática ou ditatorial. Ao longo de sua história, a república serviu aos interesses, tanto dos que queriam democracia como dos que não a queriam, ou seja, foi usada tanto por democratas como por ditadores. Um exemplo disso foi a implantação da república no Brasil, oriunda de uma ação antidemocrática (um golpe de Estado). Além disso, uma das primeiras medidas adotadas pelo governo de Deodoro da Fonseca foi censurar os jornais da época e punir todo e qualquer manifestante contrário ao novo regime implantado no Brasil.
A república se divide em dois sistemas:
2a) República presidencialista: O presidente acumula as funções de chefe de Estado e de governo. Foi criado pelos EUA e é usado por diversos países, sejam democráticos ou ditatoriais. Ex: EUA, Brasil, Cuba, Coreia do Norte, Egito, Líbia, Argentina, etc. 
2b) República parlamentarista: O presidente é apenas o chefe de Estado. Quem governa é o primeiro ministro, juntamente com seu gabinete. Principais países que usam este modelo: Alemanha, Itália, Portugal, Grécia, etc.  presidente no lugar do monarca, como chefe de Estado, com funções muito parecidas. Quem governa de fato é o premiê.
Qual é o melhor: presidencialismo ou parlamentarismo?
- Vantagens do parlamentarismo: É mais flexível à opinião pública, pois prevê a rápida troca do premiê e seu gabinete em caso de governo incompetente, corrupto, crise, etc. o medidor de seu desempenho é a opinião pública e a liberdade de imprensa. Até mesmo o próprio parlamento pode ser desfeito, seguindo-se novas eleições legislativas, sem ruptura política; Atualmente, as mais estáveis democracias do mundo são parlamentaristas, seja ela monarquia ou república. Ex: Inglaterra, Alemanha, Itália, Espanha, Suécia, Japão, Canadá, etc.
Desvantagem: para os que gostam de votar diretamente no governante, não há essa opção, pois o premiê é eleito pelo Congresso. O parlamentarismo requer mais consciência política do povo; no caso do Brasil, seria preciso uma ampla reforma política que mudasse completamente o modelo vigente no Brasil, com ampla transparência para o povo e a imprensa. Além disso, o povo deveria passar a escolher muito bem os parlamentares (deputados e senadores), pois deles é que sairiam os governantes.
Vantagem do presidencialismo: A população elege diretamente o seu governante, onde nele deposita suas esperanças nas mãos de apenas um candidato).
Desvantagem: O modelo concentra muito poder nas mãos do presidente ( é chefe de Estado e chefe de Governo), onde o mesmo, aqui no Brasil, edita  medidas provisórias, as quais tem preferência para ser discutidas e votadas pelo Congresso. Outra desvantagem é a tentação do cargo, onde a maioria do povo, alienada, o vê como o herói, o messias, pai dos pobres, etc. o cargo é convidativo à implantação de ditaduras, algo bastante comum na América Latina; o mais recente exemplo é o da Venezuela


TIPOS DE GOVERNO:
Democracia: O poder reside na vontade da maioria do povo e no princípio dos direitos humanos (vida, liberdade, julgamento justo), civis (liberdade de pensamento e expressão, direito a propriedade, privacidade, protesto pacífico, investigação e julgamento justos, direito ao voto, direito de ir e vir, habeas corpus, direito de permanecer em silêncio, ter acesso às contas públicas, etc.), políticos (direito de votar e ser votado, direito de iniciativa popular, de organizar e participar de partidos políticos, etc.). e sociais (saúde, educação, segurança, emprego, moradia, salário digno, etc.). Numa democracia, os direitos devem ser garantidos em uma constituição. Mesmo respeitando a vontade da maioria, a democracia deve respeitar, ouvir e garantir os direitos das minorias. A democracia surgiu na Grécia Antiga (era uma democracia direta, onde todos os eleitores votavam, discutiam, aprovavam ou reprovavam as propostas de leis). Esse modelo exigia muito tempo para se conseguir votar um único projeto de lei, por isso, ele evoluiu para a democracia indireta (representativa), ou seja, elegemos os representantes que legislarão ou governarão por nós (para alguns críticos, isso deixa de ser a verdadeira democracia, já que apenas um pequeno grupo decide pela maioria). Outro problema da democracia é a questão da eleição de pessoas não qualificadas para os quadros do legislativo e do executivo, ou seja, pessoas com outros interesses que não são os do povo.  
Aristocracia: No sentido original, significava o governo dos sábios, os quais seriam os mais qualificados para governar. Para Platão e Aristóteles, seria o governo ideal, embora não haja garantia de que os sábios não se deixariam corromper ou sucumbir às tentações do poder. Hoje, o significado desse termo mudou: virou sinônimo de nobreza e elite cultural e econômica.
Oligarquia: É o governo onde o poder é exercido por um pequeno grupo de pessoas, pertencentes ao mesmo partido, classe ou família. O Brasil tem forte tradição oligárquica, desde os primórdios de sua história. Exemplos: oligarquias econômicas (cafeeira, açucareira, banqueira, etc.), familiar (ex: a maranhense Sarney, as alagoanas Collor e Calheiros, a potiguar Alves, a mineira Neves, a paranaense Richa, a pernambucana Arraes, etc.), militar (Brasil da ditadura militar), política (ex: um partido que ocupa diversos cargos no governo). A oligarquia trabalha em causa própria para tentar manter-se no poder indefinidamente. A oligarquia não atenta para os problemas da maioria, pois seus interesses são particulares, mesquinhos, voltados para seu próprio grupo ou família, ou seja, o nepotismo é outro efeito devastador da oligarquia.
Plutocracia: Governo dos ricos, os quais podem governar nos bastidores, através de seus representantes políticos. Para alguns críticos, o Brasil seria uma plutocracia bancária (Não seria o Estado que controla o Capital, mas o  Capital que controlaria o Estado).
Teocracia: governo baseado ou orientado em princípios e valores teológicos ou religiosos. Algumas teocracias não possuem constituição e seu governo é baseado em textos considerados sagrados ou na interpretação que o governante faz a respeito dos mesmos. Em outras, a constituição é baseada em textos considerados sagrados. Os maiores exemplos atuais estão em alguns países árabes, onde as leis são baseadas (com ou sem constituição) na sharia (código de leis do islamismo). Em vários países árabes não há separação entre a religião e o direito, todas as leis são baseadas em princípios islâmicos ou na opinião de seus líderes. Na visão democrática ocidental, esses países são antidemocráticos, intolerantes e reacionários. Ex: o Irã, Sudão, Arábia Saudita, etc.
Ditadura e Tirania- No sentido original grego, significava o modelo de governo usado em situações excepcionais (ex: guerras ou catástrofes), onde era necessário entregar o poder a apenas um governante, como forma de agilizar as ações emergenciais. Na atualidade, os termos referem-se aos regimes antidemocráticos, onde todos ou grande parte dos direitos são anulados. As ditaduras podem ser teocráticas, ou repúblicas monopartidaristas (ex: China, Cuba, a extinta URSS, etc), ou até bipartidarista (o Brasil da ditadura militar). Ela também pode também não ter partido, como era a ditadura do Estado Novo de Getúlio Vargas. O maior problema das ditaduras, sejam elas capitalistas ou socialistas, é a perseguição aos que pensam diferente. Numa ditadura, não há liberdade de expressão nem de pensamento; greves e passeatas contra o regime, nem pensar. Não há garantias constitucionais em relação aos direitos individuais(as pessoas podem ser presas sem qualquer acusação formal), os direitos humanos, civis e políticos são eliminados em sua maioria. Além disso, jornais, filmes, revistas, livros e programas de rádio, tv e a internet são censurados. Em ditaduras socialistas (geralmente ateístas), só existem jornais, tv e rádio oficiais (empresas de comunicação privadas são proibidas), ou seja, pratica-se o monopólio oficial da informação. Até a liberdade religiosa é restringida.
A tortura faz parte da rotina dos cárceres dos países ditatoriais, além da execução sumária e sumiço do corpo (como ocorreu na ditadura brasileira, argentina e chilena).
Autocracia: É Forma de governo na qual um único homem detém o poder supremo. Ele tem controle absoluto em todos os níveis de governo, sem o consentimento dos governados. Na realidade, é quase impossível. O termo acaba sendo englobado pelas ditaduras.
Anarquismo:
No sentido literal, o termo significa "sem governante ou sem governo". Para o anarquismo, o Estado é um mal, assim como a propriedade privada e o capitalismo. A proposta anarquista está muito mais no campo da utopia, devido aos seus ideais baseados na autodisciplina e cooperação voluntária da comunidade e não na autoridade hierárquica do Estado. Para os principais pensadores anarquistas (Godwin, Thoreau, Proudhon, Bakunin, Stirner, Kropotkin, etc.) o homem é um ser bom, que por natureza gosta de cooperar, respeitar e viver em paz com seus semelhantes, mas o Estado acaba inibindo ou impedindo esta tendência humana de cooperar com o resto da sociedade. No anarquismo, a sociedade não seria uma estrutura e sim um organismo vivo que cresce em função da natureza. Os anarquistas defendem a extinção da pirâmide hierárquica de poder, o que levaria a formar uma sociedade descentralizada que procura estabelecer um relação de forma mais direta possível. A responsabilidade começa nos núcleos vitais de civilização, onde também são tomadas as decisões, local de trabalho, bairros, etc. Na realidade, o anarquismo não deixa de ser semelhante ao ideal comunista referente ao fim do Estado e do capitalismo. O anarquismo confia na convivência pacífica dos seres humanos, numa estrutura autogestionária, isto é, sem regras, autoridades e hierarquias. Valorizando apenas e, sobretudo a liberdade natural de cada indivíduo.


1 – O ser humano é um ser político? Comente.
2 – Explique a relação entre economia e infraestrutura.
3 – Comente se há relação entre poder econômico e a política (mín. 5 linhas)
4 – Explique a relação entre poder ideológico e superestrutura.
5 – Comente se há relação entre poder ideológico e a política (mín. 5 linhas).
6 –
Qual a diferença fundamental entre uma democracia e uma ditadura, na questão da ideologia? Comente.
7 – Comente a respeito da diferença entre Estado, Governo e Nação.
8 – Comente a respeito das diferenças entre os três poderes do Estado.

9 –Em relação à diferença entre monarquia absolutista e constitucional, qual das duas seria mais democrática? Comente.
10 – Por que nem toda república é democrática?
11 -  Analise as diferenças entre as repúblicas presidencialista e parlamentarista e comente sobre qual você considera melhor para o Brasil.
12 – Em relação à democracia, comente sobre suas virtudes e defeitos.
13 – A aristocracia, no sentido do governo do sábio preparado para governar, seria o melhor tipo de governo? Analise e comente.
14 – A oligarquia ainda é um problema no Brasil? Comente.
15 – É possível uma teocracia ser democrática? Comente.
16 – No sentido original, a ditadura era necessária? Comente.
17 – Por que, nas ditaduras, só o governo pode deter o monopólio da informação?
18 – Por que, nas ditaduras, é preciso eliminar a maioria (ou todos) os direitos humanos, civis e políticos?
19 – Por que o anarquismo é considerado um modelo utópico?

domingo, 16 de dezembro de 2012

PROVA FINAL: ASSUNTOS DE FILOSOFIA E SOCIOLOGIA

ASSUNTOS QUE CAIRÃO NAS PROVAS FINAIS

PRIMEIROS ANOS (REDES E LOGÍSTICA):
FILOSOFIA: 

-Sócrates
-Platão
-Aristóteles

SOCIOLOGIA: 
-Fatos sociais 
-Bullying

SEGUNDOS ANOS (REDES E LOGÍSTICA):
FILOSOFIA: 

-Axiologia
-Descartes 


SOCIOLOGIA: 
-O Negro e o Índio na formação da sociedade brasileira
-Bullying

sábado, 24 de novembro de 2012

BULLYING: TEXTO PARA A PROVA


Você já foi alvo de gozação ou vê, ou viu alguém sendo ofendido constantemente? Não era brincadeira. Era o bullying. Bullying é uma situação caracterizada por agressões intencionais, verbais, físicas ou psicológicas, feitas de maneira repetitiva. O termo bullying tem origem na palavra inglesa bully, que significa valentão, brigão. Mesmo sem uma denominação em português, é entendido como ameaça, tirania, opressão, intimidação, humilhação e maltrato.
Bullying é uma característica de quem gosta de ofender, humilhar, discriminar, intimidar, de quem se diverte fazendo alguém sofrer. 

O comportamento dos praticantes do bullying são variados, mas em geral, incluem a  intimidação física, psicológica, relacional e até sexual. O bullying pode ser mais visível, mas pode também passar despercebido pelo tipo de comportamentos envolvidos (por exemplo, espalhar rumores sobre alguém);
BULLYING E O PODER: O bullying está associado a uma relação de poder e de submissão, onde alguém ou um grupo detém poder físico e psicológico por longo tempo sobre outra pessoa, provocando-lhe intenso sofrimento. 


Bullying é violência e é crime. Já existem leis contra essa crueldade. Em Pernambuco há duas leis: LEI Nº 13.995 DE 22/12/2009: Combate ao Bullying;LEI Nº 14.376 DE 02/09/2011: Combate ao Cyberbullying
Detalhes da Lei 13.995: Art. 1º AS ESCOLAS PÚBLICAS E PRIVADAS DEVERÃO INCLUIR EM SEU PROJETO PEDAGÓGICO, MEDIDAS DE CONSCIENTIZAÇÃO, PREVENÇÃO, DIAGNOSE E COMBATE AO BULLYING.
PRINCIPAIS VÍTIMAS DO BULLYING: Em geral, as pessoas consideradas por um grupo como diferentes das demais. Dessa maneira, o Bullying faz parte da tirania intolerante, a qual não admite pessoas que agem ou pensam de maneira diferente. Os principais alvos do Bullying são:

1 - os “nerds” (estudiosos, interessados). Muitas vezes, motivados por inveja ou por incapacidade, alguns colegas passam a perseguir os que gostam de estudar ou que são esforçados.

 2 - Os que têm alguma característica visual pela qual passam a ser motivo de gozação, incluindo os obesos, os baixinhos e os franzinos. Incluem-se também os que possuem alguma deficiência física ou psicológica, os tímidos e retraídos. São pessoas que não escolheram nascer dessa ou daquela maneira, com esse ou aquele aspecto ou comportamento, os quais merecem todo o respeito por parte dos demais, pois ninguém pediu para vir ao mundo com determinada incapacidade física ou psicológica, ou determinado comportamento tímido, etc. Ninguém escolhe nascer com algum problema de ordem física ou psicológica. Todos merecem o devido respeito. Se fosse você, ia querer ser respeitado? Mesmo as pessoas que escolhem ser “diferentes”, devem ser respeitadas.

3 – Mesmo as escolhas que as pessoas fazem, devem ser respeitadas. Nesse caso, são vítimas aquelas pessoas religiosas que se diferenciam pelo seu comportamento e modo de vestirem-se, além dos gays, lésbicas, travestis, etc. Essas pessoas escolheram ou gostam de ser assim e nem por isso devem ser desrespeitadas em suas escolhas e modo de viver.

A DESUMANIDADE DO BULLYING: Bullying é antidemocrático, intolerante, autoritário, violento, discriminador, preconceituoso, racista, cruel e desumano. O Bullying desumaniza a humanização do ser humano. O Bullying assemelha-se em sua desumanidade ao nazismo, o qual perseguia os que possuíam ideologia, comportamento e herança biológica diferente das suas. O Bullying é uma violência contra os direitos humanos, os direitos básicos do ser humano ("...Nenhum ser humano será submetido a um tratamento cruel, desumano e degradante...", artigo que está na Declaração Universal dos Direitos Humanos).

A CRIANÇA É UM SER VIOLENTO? As crianças são naturalmente más (infelizmente, a maldade faz parte da natureza humana, com exceções, claro). Criada sem regras ou punições, a criança torna-se uma tirana, achando-se superior as demais pessoas. São elas que agridem os menores, pisam em formiguinhas, tocam fogo no rabo do gato, são egoístas ao extremo, querem tudo para si, judiam dos mais fracos e participam do fenômeno conhecido por Bullying.

TIPOS DE BULLYING:
1 - BULLYING VERBAL (BULLYNG DIRETO): apelidar, xingar, ridicularizar, insultar a pessoa ou seus familiares.

 2 - BULLYING FÍSICO (BULLYING DIRETO): Bater, morder, beliscar, derrubar, puxar a cadeira, trancar a vítima em algum lugar, chutar, cuspir, empurrar, ferir, roubar pertences, etc.

 3 - BULLYING MORAL E PSICOLÓGICO (GERALMENTE É INDIRETO): difamar, fofocar, caluniar, discriminar, enganar, provocar, humilhar, isolar, ignorar, excluir, discriminar, oprimir, perseguir, intimidar, ameaçar, aterrorizar, etc. Em geral, o Bullying psicológico é considerado pior que o físico, pois deixa marcas na personalidade e no caráter da vítima, a qual poderá levar para o resto da vida os traumas.

 4 - BULLYING VIRTUAL (BULLYING INDIRETO): difamar através da internet e celular.
CAUSAS DO BULLYING: O bullying geralmente começa em casa, através da educação (ou da sua falta) dada a determinada criança, onde a mesma é criada com regras frouxas, com ampla liberdade para a maldade e o desrespeito até com seus próprios pais e irmãos. Essa criança, em geral acha-se superior as demais, é arrogante, não é estudiosa, é irritadiça, quer resolver os problemas através da violência, é mal-educada, preguiçosa, etc., ou seja, ninguém nasce com um "gene do bullying". Normalmente, o agressor começa com atitudes ruins desde criança... Exemplo: a criança que fala palavrão ou agride...todos em casa acham bonitinho e ninguém impõe limites. A omissão dos pais na educação é uma das causas do bullying. Quando vai a escola, essa criança leva consigo suas "brincadeiras" e passa a atingir outros... "O agressor impõe o seu comportamento dentro do grupo e, com isso, atrai seguidores, motivados pelo fato de pertencer ao grupo que "detém o poder" ou para evitar serem vítimas. Nesse caso, os seguidores erram duas vezes: por associarem-se para o mal e por serem omissos. Além disso, o líder do grupo leva vantagem, pois se o caso for descoberto, não levará sozinho a culpa: jogará também sobre os demais.
ENVOLVIDOS NO BULLYING:
1 – AGRESSOR (BULLIE)
2 – AUXILIARES / INCENTIVADORES/SEGUIDORES: participam ativamente da agressão, muitas vezes por temer represálias.
3 – OBSERVADORES OU TESTEMUNHAS OMISSAS: sabem de tudo, mas não denunciam e preferem mentir, ou seja, também são omissas e mentirosas.
4 – DEFENSORES: São as que passam a proteger a vítima e denunciam. Pode ser qualquer pessoa: colegas de classe, funcionários, professores, pais, vizinhos, amigos, etc.
5 – A VÍTIMA OU ALVO.
CONSEQUENCIAS DO BULLYING:
A vítima pode levar o trauma para a vida adulta. Os efeitos mais comuns: depressão, insegurança, fraco desempenho escolar, síndrome do pânico. Em casos mais extremos, a vítima pode vir a vingar-se dos agressores ou vir a suicidar-se. Há vários casos no Brasil e no mundo de tragédias provocadas pelo Bullying.
O CASO WELLINGTON: um dos mais famosos foi o massacre em Realengo, na escola municipal Tasso da Silveira, no Rio de Janeiro: o ex-aluno Wellington Menezes de Oliveira matou 12 estudantes e depois se matou. Wellington, que tinha problemas mentais, estudou na referida escola entre 1999 e 2002. Sua aparência e comportamento foram motivos do Bullying que sofreu: usava calças com cós acima da cintura e meias até os joelhos. A menina mais bonita da turma se jogava em cima dele, fingindo assediá-lo, só pra sacanear. Ganhou fama de homossexual e recebeu os apelidos de Sherman e depois Suingue, já que mancava, por ter uma perna menor que a outra. Seus "colegas" de classe chegaram a joga-lo em uma lixeira da escola.
Wellington era muito tímido; “Mal ouvíamos a voz dele, vivia no mundo dele” contou uma vizinha. ”Era muito calado, muito fechado”. Além disso, tirava notas baixas. No emprego, também repetia seu comportamento introvertido, confirmou o gerente da fábrica de alimentos onde Wellington trabalhou durante dois anos como auxiliar de almoxarifado. A empresa considerou baixa a produtividade dele e acabou por demiti-lo em agosto de 2010. Ficou desempregado. Depois da morte da mãe adotiva, passou a morar sozinho mergulhado na mais extrema solidão.
O Bullying sofrido por Wellington agravou seu problema mental. O Bullying não foi a causa da tragédia, mas uma das causas, pois sofrer Bullying não implica necessariamente em recorrer a violência contra seus algozes. Talvez, se não tivesse sofrido Bullying, a tragédia não tivesse ocorrido.

COMO IDENTIFICAR CASOS DE BULLYING:
NA ESCOLA É fundamental que os colegas, pais, professores coordenadores e demais funcionários da escola atentem especialmente para os seguintes sinais: alunos que no intervalo encontram-se isoladas do grupo, ou perto de alguns adultos que possam protegê-las; na sala de aula apresentam postura retraída, faltas frequentes às aulas, mostram- se comumente tristes, deprimidas ou aflitas; nos jogos ou atividades em grupo sempre são as últimas a serem escolhidas ou são excluídas; aos poucos vão se desinteressando das atividades e tarefas escolares; em outros casos, tem seus livros, cadernos e objetos pessoais roubados ou danificados, apresentam hematomas, arranhões, cortes, roupas danificadas, etc.
EM CASA: frequentemente, as vítimas se queixam de dores de cabeça ou estômago, enjoo, tonturas, vômitos, perda de apetite, insônia, etc. Mudanças de estado de humor, com explosões repentinas de irritação, ou estado depressivo. Geralmente, as vítimas não têm amigos ou, quando têm são poucos; existe uma escassez de telefonemas, e-mails, torpedos, convites para festas, passeios ou viagens com o grupo escolar. Apresentam diversas desculpas (inclusive doenças físicas) para faltar às aulas, ou deixam de frequenta-las.
COMBATENDO O BULLYING: Quem quer ser respeitado, deve respeitar; não siga o grupo que quer fazer o mal; siga os que querem fazer o bem. O mal só atrai desvalores: violência, sofrimento, exclusão, vingança, ódio, etc...o caminho do mal é cada vez pior; o mundo já está muito violento: não o torne pior ainda.
A família é a base de tudo, tanto para que a criança não se torne uma agressora ou uma vítima. Pesquisas revelam que crianças criadas “sem limites” (onde os pais não punem a violência, nem dão exemplo) tendem a reproduzir esse comportamento agressivo na escola. Por outro lado, a criança vítima de Bullying deve ter nos pais a confiança necessária para se abrir e denunciar. Os pais devem dar o exemplo e usar palavras positivas e de motivação, para fortalecer os laços de amizade dos filhos. Os pais devem criar uma SENSAÇÃO DE SEGURANÇA E SINCERIDADE para que os filhos tenham ampla liberdade de relacionamento.
A escola tem responsabilidade de combater o Bullying através de campanhas educativas, aulas de conscientização, inclusão no projeto político pedagógico, tratamento de casos, etc. Todos os que fazem parte da escola são responsáveis: alunos, professores, funcionários e diretoria.
A OMISSÃO E O SILÊNCIO são os maiores aliados do Bullying, tanto por parte da vítima como das testemunhas. Quem não denuncia o bullying está transigindo (aceitando, pactuando, combinando, agindo em prol da continuação da violência)  com o agressor.  

"O que me preocupa não é o grito dos maus. É o silêncio dos bons". 

"O que me assusta não é a violência de poucos, mas a omissão de muitos".
Martin Luther King


domingo, 11 de novembro de 2012

DIA DA CONSCIÊNCIA NEGRA ETEMAC 2012

O evento ocorrerá no dia 23 de novembro de 2012, pela manhã. A programação constará de apresentações de talentos (música, dança, etc.), voltados para a valorização da cultura negra, além da  eleição da Rainha e do Rei da beleza negra.
Inscrições com o professor Luciano e com a coordenadora Rosely. 

AXIOLOGIA - FILOSOFIA DOS VALORES E EXERCÍCIO


FILOSOFIA IV UNIDADE
AXIOLOGIA -
FILOSOFIA DOS VALORES
O que é melhor: vingança ou justiça? Ódio ou perdão?
É melhor ser pobre honesto ou rico ladrão? É Melhor ser autêntico ou falso? Como escolher minha profissão? Pelo status e dinheiro (mesmo sem ser o que gostaria) ou devo seguir aquilo que sempre gostei, mesmo que ganhe pouco?
Viver é estar sempre fazendo algo, é estar escolhendo dentre as inúmeras possibilidades, qual caminho seguir. Estas escolhas pautam-se nos valores que nós identificamos como melhores para a nossa vida.  
O Que É Valor? do grego axio "valor" + logia "estudo, tratado“.
Há várias definições para os valores:
- Valor é tudo aquilo que acreditamos ser importante para nós (isso varia de pessoa para pessoa)
- Valor é uma qualidade que concedemos aos objetos, às ações ou às pessoas, seja ela positiva ou negativa.
-Valor é o que me agrada e o que me desagrada.
-Valor também pode ser aquilo que não tenho e que desejo.
IMPORTÂNCIA DOS VALORES:
Representam coisas em direção das quais nos aproximamos ou afastamos. São as coisas, os IMPULSOS pelas quais desejamos despender esforços e recursos.
É aquilo que nos motiva. Fornecem critérios para avaliarmos nossas ações como boas ou ruins. Dirigem nossos propósitos na vida.
O valor é o princípio norteador das escolhas humanas (os fins), o desejável, o preferível.
O valor é o guia, a norma das escolhas, por isso carece da consciência e da liberdade do ser humano.
Tipos de valores: sensíveis, econômicos, éticos/morais, espirituais, sagrados, políticos
VALORES SENSÍVEIS: Os valores do agradável e do prazer, hedônicos. Abrangem não apenas as sensações de prazer e satisfação, como tudo aquilo que é apto a provocá-las (paixão, sexo, comida, bebida, etc.). exemplo: o hedonismo do alcoólatra, do fumante, do torcedor fanático por futebol, etc.
VALORES ECONÔMICOS: Referem-se aos valores materiais e bens de consumo: dinheiro, habitação, carro, terreno, etc. Na sociedade capitalista, estes são os valores mais levados em conta, os que dominam o cenário mundial. São de extrema importância, pois necessitamos dele para a nossa sobrevivência, mas o problema está na supervalorização do mesmo sobre os demais, levando muita gente a abandonar princípios éticos ou sagrados, trocando-os pelos econômicos.
VALORES ÉTICOS/MORAIS: a) Referem-se às normas ou critérios de conduta que afetam todas as áreas da nossa vida. Exemplos: Solidariedade, Honestidade, Verdade, Lealdade, Bondade, Perdão.
VALORES ESPIRITUAIS:
Caracterizam-se pela sua imaterialidade e durabilidade: Inteligência, Conhecimento, Sabedoria, Razão, etc.
VALORES SAGRADOS/TEOLÓGICOS: Referem-se a nossa relação com o que consideramos sagrado, as divindades, a transcendência, a religiosidade
VALORES POLÍTICOS: nossa relação com o próximo e a  sociedade: exemplos: justiça, igualdade respeito,  liberdade,  direitos humanos, responsabilidade, etc... 
Como classificamos esses valores em nossa vida?
De acordo com os que consideramos mais e menos importantes, ou seja, varia de pessoa para pessoa.

JUÍZO DE FATO E JUÍZO DE VALOR:
Se dissermos: “Está chovendo”, estaremos enunciando um acontecimento constatado por nós e o juízo proferido é um juízo de fato.
Se, porém, falarmos: “A chuva é boa para as plantas” ou “A chuva é bela”, estaremos interpretando e avaliando o acontecimento, ou seja, é um juízo de valor.
Qual é a diferença entre os dois tipos de juízos? A diferença é entre a Natureza  (EX: CHUVA) e a Cultura (A CHUVA É BOA PARA A AGRICULTURA).
JUÍZOS DE FATO: Juízos de fato são aqueles que dizem o que as coisas são, como são e por que são.
JUÍZOS DE VALOR: Juízos de valor avaliam coisas, pessoas, ações, experiências, acontecimentos, sentimentos, estados de espírito, intenções e decisões como bons ou maus, desejáveis ou indesejáveis.

A DISTORÇÃO  DOS VALORES:
Nossos valores não são baseados apenas na razão, mas também nas emoções, no fanatismo, alienação, na falta de esclarecimento e informação (essenciais para a tomada de decisão mais correta), ou seja, poderão estar distorcidos, nos levando ao engano e aos prejuízos ao longo da vida. Exemplo: alguém que foi criado numa cultura machista e reproduz seu comportamento contra sua esposa. Alguém que é fanático por futebol chegando ao ponto de usar (ou sofrer) violência pelo seu time (ou até vir a ser preso ou morrer).  
CARACTERÍSTICAS GERAIS DOS VALORES: Polaridade,  Hierarquização, Historicidade, Perenidade, Absolutividade/relatividade.
POLARIDADE: Há sempre um polo positivo e um polo negativo (bem/mal; belo/feio; sagrado/profano), etc.
1-(POLARIDADE) VALORES ÚTEIS: CARO X BARATO, CAPAZ X INCAPAZ, ABUNDANTE X ESCASSO, ADEQUADO X INADEQUADO, CONVENIENTE X INCOVENIENTE.
2 -(POLARIDADE) VALORES VITAIS: FORTE X FRACO, SAUDÁVEL X DOENTIO, ENÉRGICO X INERTE.
3-(POLARIDADE) VALORES LÓGICOS: VERDADE X FALSIDADE, CONHECIMENTO X DESCONHECIMENTO, CERTO X ERRADO, EVIDENTE X IMPROVÁVEL.
4 -(POLARIDADE) VALORES ESTÉTICOS: BELO X FEIO, ELEGANTE X DESELEGANTE, HARMONIOSO X DESARMONIOSO, SUBLIME X RIDÍCULO.
5-(POLARIDADE) VALORES ÉTICOS/MORAIS: BOM X MAU, JUSTO X INJUSTO, LEAL X DESLEAL, PIEDOSO X IMPIEDOSO.
6-(POLARIDADE) VALORES RELIGIOSOS/SAGRADOS: SANTO X PROFANO, DIVINO X DIABÓLICO, TERRENO, ESPIRITUAL X CARNAL, MILAGROSO X MECÂNICO
HIERARQUIA DOS VALORES: Ordenam-se de acordo com o grau da sua importância que damos aos mesmos, ou seja é pessoal.  
HISTORICIDADE DOS VALORES: caráter temporal e relativo de alguns valores; padrões valorativos próprios de uma época. No passado, por exemplo, a poluição era vista como sinal de progresso, a terrível escravidão era valorizada, assim como o desmatamento, etc. O casamento duradouro era valorizado, mesmo que o casal vivesse uma relação apenas de fachada, pois a mulher desquitada era desvalorizada e mal vista pela sociedade hipócrita e machista.
PERENIDADE DOS VALORES: caráter intemporal de alguns valores; valores que não sofrem alterações nem mudam ao longo da história. Exemplo: a saúde, a felicidade, a verdade, a inteligência, a confiança, a qualidade, a ética, as normas, o trabalho, etc.
ABSOLUTIVIDADE/RELATIVIDADE: Os valores estão sujeitos a dependência histórica e cultural dos povos. Exemplo: a mulher muçulmana em geral veste-se  cobrindo todo o corpo e a cabeça, enquanto a mulher ocidental, mesmo religiosa, usa roupas bem mais decotadas (há exceções).
COMO ADQUIRIMOS OS NOSSOS VALORES? Eles são inconscientemente adquiridos através da família, escola, religião, amigos, mídia, sociedade, etc.
AS PESSOAS USAM A AXIOLOGIA PARA ESCOLHER SUA PROFISSÃO? Em geral, sim: escolhemos uma profissão baseados em valores, nossos ou os de mercado. Nem sempre é fácil escolher uma profissão: alguns escolhem baseados no status da mesma. Exemplo: alguém pode escolher ser médico por ostentação ou dinheiro. Outros “escolhem” por pressão da família para ser engenheiro, advogado, médico, etc, mesmo que não seja a ideal.   
Outros escolhem a profissão baseando-se na sua vocação. É importante saber suas vocações. É claro que com trabalho árduo e dedicação podemos ser bem sucedidos, mas possuímos vocações distintas que podem ajudar na escolha da carreira. Procure saber quais são suas vocações.

O QUE É VOCAÇÃO? Ação ou efeito de chamar, de invocar, de denominar(-se).
- Tendência (s) ou inclinação (s) natural ou simpatia  que nos direciona para uma atividade, função ou profissão. Exemplo: quem tem facilidade com cálculos já tem um indicativo de profissão na área de exatas, assim como quem tem facilidade na área de humanas, letras, artes, biologia, etc.
Mesmo com a vocação, há o problema da dúvida e da indecisão. Quem não sabe pra onde quer ir não chega a lugar nenhum. Uma dica é escrever os assuntos (as matérias, os temas, as atividades) que mais te motivam e ver as carreiras  que mais se relacionam com os mesmos.
CONFLITO DE VALORES: Os valores podem se interpor no caminho das mudanças que desejamos realizar.
EX: casamento ou carreira profissional, ser médico ou advogado, abandonar um bom emprego para abrir uma empresa, etc.
Se há dois valores em conflito,  isto pode gerar uma crise, através da indecisão, incerteza, decisão precipitada / adiada, frustração por não saber se tomou a decisão correta,  arrependimento, etc.

QUESTIONÁRIO:

1- Coloque numa escala de importância (do maior para o menor) os seguintes valores: sensíveis, econômicos, éticos/morais, espirituais, sagrados e políticos. Justifique sua resposta.


2- As questões emocionais, a falta de informação e o fanatismo podem nos enganar em relação a escolha de nossos valores?


3 – Os valores são absolutos ou podem ser relativos? Comente.


4 – Há valores que são perenes? Comente.


5 – Os valores políticos devem estar ligados aos valores éticos? Comente.


6 – como escolher uma profissão usando a axiologia?


7 – Classifique as afirmações como juízo de fato ou de valor:
a-O hidrogênio é um elemento químico (                              );
b-O revólver é uma arma (                              );
c- A pena de morte é injusta (                            );
d – O réu foi condenado (                            );
e – o réu foi injustamente condenado (                            );
f – o réu mereceu ser condenado (                            );
g – você deveria ter pagado a dívida (                            );
h – você não pagou a dívida (                            );

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

FILOSOFIA DE ARISTÓTELES - TEXTO E QUESTIONÁRIO


ARISTÓTELES: Nasceu na Macedônia, em Estagira (384 a.C.)  Seu pai, Nicômaco, foi médico na corte da Macedônia. Alexandre foi professor de Alexandre, o Grande (durante algum tempo). Em Atenas, fundou o Liceu. Sua escola era também chamada de Escola Peripatética (perambulantes), onde as aulas ocorriam durante longas caminhadas com debates, discussões e aprofundamento dos assuntos.
AO CONTRÁRIO DE SEU MESTRE, ARISTÓTELES VALORIZAVA O EMPIRISMO (Experiências práticas, através do uso dos sentidos).

METAFÍSICA: O filósofo deu quatro definições para metafísica:
A ciência que indaga causas e princípios;  A ciência que indaga o ser enquanto ser;  A ciência que investiga a substância; A ciência que investiga a substância supra-sensível (teológica, divina). 

ATO E POTÊNCIA: Todas as coisas existem em ato e em potência: Exemplos:
1 - A bauxita existe em ato na natureza como um mineral, mas tem o potencial para ser transformada em alumínio. 
2 - A sucata de alumínio existe como ato, mas tem o potencial para ser reciclada e voltar a ser um utensílio de alumínio.   

ATO: -É a atualidade de uma matéria, isto é, sua forma num dado instante do tempo;
-É a ação que atualiza uma potência contida na matéria.

POTÊNCIA: É a capacidade ou possibilidade de mudança de uma substância. Neste momento, existimos em ato, mas temos o potencial físico para envelhecer e morrer. Temos também o potencial para aprender novos conhecimentos, para sermos bons profissionais, para fazermos o bem ou o mal, etc.

AS QUATRO CAUSAS DE ARISTÓTELES: para o filósofo, todas as substâncias possuíam quatro causas:

CAUSA MATERIAL: É O MATERIAL PELO QUAL QUALQUER OBJETO É COMPOSTO.
EX: A arvore é feita de madeira, o machado é feito de madeira com cabo de ferro, nós somos feitos de material orgânico (sangue, pele, ossos, etc). :

CAUSA EFICIENTE (ou MOTORA): É A CAUSA PELA QUAL UM OBJETO É TRANSFORMADO EM OUTRO. É O DEVIR, O VIR-A-SER. Na maioria das vezes, a causa eficiente é o ser humano, embora a natureza também a realize (ex: o ninho que o passarinho faz, a casa do joão-de-barro, a terra fértil que faz brotar as plantas, as arvores que produzem as frutas, etc.).
EX: A árvore, através do ser humano, foi transformada em uma cadeira ou uma mesa.

CAUSA FORMAL: É O FORMATO QUE O OBJETO TOMARÁ APÓS SER TRANSFORMADO. EX: O formato da cadeira, da mesa, do prego, etc.

 CAUSA FINAL: É O OBJETIVO FINAL, O IDEAL PELO QUAL OS OBJETOS SÃO TRANSFORMADOS EM OUTROS. EX: A cadeira: Sentar, descansar, expô-la em um mostruário, etc.

QUAL DAS CAUSAS É A MAIS IMPORTANTE? Na época de Aristóteles, os filósofos consideravam a causa final, já que o trabalho manual era desvalorizado (era coisa para escravos). Com a chegada do capitalismo, a Causa Eficiente passou a ser mais valorizada, principalmente a partir das ideias de Karl Marx em defesa do trabalhador, o qual sempre foi o responsável pela produção de todo o tipo de mercadorias e bens necessários.

LÓGICA ARISTOTÉLICA:
SÓ VEREMOS ALGUNS DETALHES POIS O ASSUNTO É LONGO E NÃO HÁ TEMPO PARA ADENTRÁ-LO : A
ristóteles é considerado o criador da Lógica. A Lógica é um instrumento necessário para o correto pensar, para ordenar os argumentos de maneira convincente e racionalmente lógicos.
Nem todo raciocínio é lógico. Para um raciocínio ser lógico é necessário atender a três princípios:
1-PRINCÍPIO DA IDENTIDADE: A é sempre A...vocé é sempre você.....Você é 334.555.777.222 (cpf);

 2-PRINCÍPIO DA NÃO CONTRADIÇÃO: Você é A, jamais pode ser B. Você é Sebastiana, jamais pode ser Lady Gaga.

3-PRINCÍPIO DO TERCEIRO EXCLUÍDO: Não há terceira opção: ou você ama ou não ama, ou você fala a verdade ou está mentindo, ou você está grávida ou não está, etc.

SILOGISMO:
É a forma mais simples de argumentação, constituída de duas afirmações (ou proposições), chamadas PREMISSAS, das quais se infere (extrai ou deduz) uma conclusão.

OS ARGUMENTOS PODEM SER DIVIDIDOS EM DOIS TIPOS FUNDAMENTAIS:
A: DEDUÇÃO ou argumento dedutivo: parte de um caso universal (ou geral) para os casos particulares, os quais devem confirmar o caso geral;
Ex: Todo animal nasce, vive e morre (premissa maior)
o tigre é um animal (premissa menor)
logo, o tigre nasce, vive e morre. (conclusão)

B:  INDUÇÃO ou argumento indutivo: é o contrário da dedução: parte dos casos particulares para o caso universal ou geral.EX:
Todos os animais observados até hoje são mortais.
O tigre é um animal,
Logo, o tigre é mortal.

OBSERVAÇÃO: No silogismo, seja ele dedução ou indução, analisamos o FORMATO, sem levar em conta o conteúdo, o qual pode ser um absurdo. Veja os exemplos abaixo:
Todos os homens observados até tem asas      
Fulano é homem                                                           
Logo, também tem asas.                                           

 Resumindo dedução e indução:
NA DEDUÇÃO: dado X (definição ou teoria), infiro (concluo) a, b, c, d (casos particulares);
NA INDUÇÃO: dados a, b, c, d,
infiro (concluo) X.

TIPOS DE PREMISSAS: SÃO QUATRO
A - universal afirmativa (Todo homem é mortal; toda fruta é vegetal.)
E - universal negativa (O homem não é um mineral; frutas não são animais.)
I - particular afirmativa (Algum animal é feroz; alguma fruta é vermelha.)
O - particular negativa (Carlos não é imortal; banana não é mineral.)

ANALOGIA OU RACIOCÍNIO ANALÓGICO:
É o raciocínio que se desenvolve a partir da semelhança entre casos. A analogia não oferece certeza, mas certa dose de probabilidade, mas pode abrir espaço para novas invenções, seja ela artística, desportiva, etc. Exemplos:
- Se a minissaia ficou bem em certa atriz de TV, muitas espectadoras tendem a pensar que também ficaria bem nelas;
- Se tal remédio fez bem para um amigo meu, logo deverá fazer bem a mim também;
- Se fulana emagreceu com um tipo de regime da lua, logo cicrano também emagrecerá; e assim por diante.
-Alexander Fleming inventou a penicilina (antibiótico) ao ver que bactérias cultivadas em laboratório morriam em contato com o bolor que se formara por acaso; raciocinando analogicamente, supôs que bactérias que causavam doenças ao corpo humano também pudessem ser destruídas por bolor;
- Gutenberg inventou a tipografia ao observar as pegadas de alguém que havia pisado em uma poça de vinho. Analogicamente, imaginou criar peças com formatos de letras para imprimir em papel.

USANDO A ANALOGIA:
A – Como precaução: Exemplos:
1-Amy Winehouse usou drogas e desgraçou sua vida. Se eu seguir seu exemplo, também poderei ter o mesmo destino.
2- Fulano enveredou pelo alcoolismo e hoje so vive bêbado; se eu seguir seu exemplo, também poderei ter o mesmo destino.

B – Como exemplo a ser seguido. Exemplos:
1- Fulano sempre foi estudioso e hoje tem ótimo emprego e renda. Se eu seguir o seu exemplo, também poderei ter o mesmo bom destino.

O raciocínio analógico é bastante usado em diversos testes. Exemplos:
Nascer         nascimento     morrer       falecimento
Guitarra      cordas              piano    teclas
Primavera   primaveril       verão    veranil
Mar             marítimo           rio     fluvial

O Trem está para a Terra assim como o Navio está para:
céu                        trilha                     água                      esgoto                 túnel

O livro está para o escritor assim como o quadro está para:
parede                 tinta                      tela                        pintor                   quadrado

EXERCÍCIOS:____________________________________


1ºQUESITO: Aplique as quatro causas de Aristóteles em relação ao ser humano.
2º QUESITO: Em termos de inteligência e competência, possuímos Ato e Potência? comente.

3º QUESITO: Leia os exemplos 1 e 2 abaixo:
1 Fome         esfomeado        sede      SEDENTO
2 Sol            heliocêntrico       terra     GEOCÊNTRICO
Agora é com você: nas linhas abaixo, escreva  4 palavras analogicamente relacionadas, conforme o modelo anterior respondido em 1 e 2
3 ___________     ___________     _____________     ____________
4 ___________     ___________     _____________     ____________
5 ___________     ___________     _____________     ____________
6 ___________     ___________     _____________     ____________
7 ___________     ___________     _____________     ____________

8  ___________     ___________     _____________     ____________

9 ___________     ___________     _____________     ____________

10 ___________     ___________     _____________     ____________


4º QUESITO: Explique o que é um SILOGISMO e dê um exemplo


5º QUESITO: Explique o que é uma PREMISSA e dê um exemplo