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segunda-feira, 23 de abril de 2018

POLÍTICA E PODER

Origem da palavra Política: 
o termo é grego:
politikos”, e faz referência tanto à cidade quanto aos cidadãos que nela viviam. De maneira geral, onde houver seres humanos vivendo próximos ou juntos (até mesmo a família), aí haverá a necessidade de regras, limites de ação, direitos e deveres, os quais só são implantados a partir do poder político.
Sendo assim, política é, em linhas gerais, o poder de governar ou administrar o lar, a empresa, o clube, a cidade, o estado ou o país”. Onde há grupos humanos, aí há política... mesmo entre os que a detestam (isso também é uma decisão política).
Para Aristóteles, o homem era naturalmente, um animal racional e político, destinado a viver em sociedade.
Para o pensador político Maquiavel, em seu livro O Príncipe, a política deve valorizar as experiências e os acontecimentos, ao mesmo tempo em que deve ser regulada pelo modo como vivemos e não como deveríamos viver, ou seja, os governantes devem agir de acordo com a realidade, considerando as motivações humanas, as dinâmicas de poder e a natureza humana, ao invés de se apegarem a concepções idealizadas ou morais sobre como a política deveria ser. Ele defende que os governantes devem estar atentos aos interesses e comportamentos reais das pessoas, adaptando suas ações de acordo com as circunstâncias concretas.

A descrição do mundo da política descrita por Maquiavel em seu livro O Príncipe, era moral e eticamente  reprovável para alguém que quisesse ou desejasse manter princípios éticos e ao mesmo tempo ser um governante. Maquiavel rechaça a moral cristã como fundamento e finalidade da política. Ele afirma que o governante não precisa ser ético, religioso e honesto, basta parecer ser.
Segundo os conselhos de Maquiavel, o governante, para manter ou conquistar o poder, se necessário for deve ser cruel e fraudulento, pois  “Os fins justificam os meios.”. Tratava-se de uma estratégia defensora do relativismo ético e moral. Maquiavel entendia como funcionava o mundo político da Itália renascentista e o descreveu como ele realmente é. Maquiavel não acreditava na existência de um bom governo, encarnada na figura de um governante virtuoso.

Surgimento do Estado:
A política surgiu a partir da necessidade de administrar os interesses e os conflitos da vida em grupo. Para isso, era necessário que alguém tivesse o poder de comandar outras pessoas. Esse poder, ao longo do tempo, foi evoluindo, até chegar ao ponto em que foi necessária a criação do Estado, o qual, em uma definição simples, significa a instituição constituída de território, povo (e/ou nações), leis, governo (Estado é diferente de Governo), etc. O termo nação difere de Estado, pois significa o povo que possui o mesmo idioma, usos, costumes, religião, etc., ou seja, um Estado pode conter várias nações, como é o caso do Brasil, que abriga diversas nações indígenas. Em relação ao Governo, significa o grupo de pessoas que administra e governa um país, estado ou província, tanto os políticos eleitos como os funcionários diversos tais como policiais, professores, médicos, etc. Ou seja, Estado é permanente, governo é provisório. Na maioria dos países democráticos, o Estado divide-se em três “esferas” (federal, estadual e municipal), no sentido de facilitar a administração.
A QUESTÃO DO PODER: A política tem como base a questão do poder (alguém manda e alguém obedece). Um dos problemas centrais na organização dos poderes soberanos do estado prende-se com a sua legitimidade. De onde é que emanam esses poderes? Quem os outorga? Por que é que se tornam aceitáveis pela sociedade democrática? O que é que os legitima? Para ser aceito, o poder assenta-se em diferentes motivos de acatamento ou legitimação:

TIPOS DE PODER POLÍTICO:
    Poder Executivo: Refere-se ao poder exercido pelo ramo executivo do governo, geralmente liderado por um presidente, primeiro-ministro, monarca ou líder executivo. Esse poder envolve a tomada de decisões políticas, a implementação de políticas públicas e a administração do Estado.

    Poder Legislativo: É o poder exercido pelo ramo legislativo do governo, que normalmente é composto por um parlamento, congresso ou assembleia legislativa. Esse poder envolve a elaboração, aprovação e modificação de leis, bem como o controle e a fiscalização do poder executivo.

    Poder Judiciário: Refere-se ao poder exercido pelo sistema judiciário, que inclui tribunais e juízes. O poder judiciário é responsável pela interpretação e aplicação das leis, bem como pela resolução de disputas e pela proteção dos direitos e liberdades dos cidadãos.

    Poder Moderador: É um poder que atua em situações específicas com o objetivo de garantir a estabilidade aos outros três poderes do Estado. É comum o seu uso pelas monarquias constitucionais europeias. Existiu no Brasil durante o período monárquico. Algumas de suas funções são: nomear senadores, convocar a Assembleia Geral Constituinte e Legislativa, sancionar decretos e resoluções da Assembleia Geral, aprovar e suspender resoluções dos conselhos provinciais, prorrogar ou adiar a Assembleia Geral, dissolver a Câmara dos Deputados (em caso de crise) e convocar novas eleições, nomear e demitir ministros de Estado, suspender ou demitir magistrados, perdoar e moderar penas impostas e os réus, conceder anistia, etc.

Poder Constituinte: É o poder exercido para criar, modificar ou reformar uma Constituição. Geralmente ocorre em momentos de transição política, como em processos de independência, revoluções ou reformas constitucionais.

    Poder Local: Refere-se ao poder exercido pelos governos locais, como prefeituras, conselhos municipais e governos regionais. Esse poder abrange questões específicas de uma determinada região, cidade ou comunidade.

    Poder Diplomático: É o poder exercido nas relações internacionais por meio da diplomacia, negociações e acordos entre Estados e organizações internacionais. Envolve a busca de interesses nacionais, a resolução de conflitos e a cooperação internacional.

    Poder de Influência Popular: Refere-se ao poder exercido pela opinião pública, movimentos sociais e grupos de pressão. Esse poder pode influenciar a agenda política, moldar políticas públicas e mobilizar a participação política.

    Poder Coercitivo: Refere-se ao poder baseado na ameaça ou uso da força física, violência ou punição. É caracterizado pela capacidade de impor a vontade sobre os outros através do medo e da intimidação. No lado legal temos o Estado, através das forças armadas ou forças policiais, ou do sistema penal. No lado ilegal temos a ação dos, traficantes, assaltantes , gangues, organizações criminosas, etc.

    Poder Legítimo: É o poder que é considerado legítimo e aceito pelos membros de uma sociedade ou grupo. Pode ser baseado em tradições, leis, normas sociais ou sistemas de autoridade estabelecidos. exemplos: os governantes e políticos eleitos pelo povo, os juízes, os burocratas de todo o tipo de instituições, os líderes religiosos, os chefes tribais, etc.

    Poder Econômico: envolve a capacidade de controlar recursos financeiros e materiais, o que permite recompensar ou punir indivíduos ou grupos de acordo com seus interesses. Quem possui maior poder econômico pode oferecer benefícios, oportunidades econômicas, emprego, investimentos, entre outros incentivos, como forma de influenciar o comportamento das pessoas e obter vantagens em diversas relações sociais e políticas.

    Poder de Especialização ou Perícia: Baseia-se no conhecimento especializado, habilidades técnicas ou expertise em um determinado campo. Aqueles que possuem conhecimentos ou habilidades valiosas podem exercer poder sobre os outros por meio do controle ou acesso a esses recursos. Exemplos: engenheiros, médicos, advogados, professores, pesquisadores, militares, programadores, artistas, etc.

        Poder de Referência: Surge do respeito, admiração ou identificação que os outros têm por uma pessoa ou grupo. Pode ser baseado em características pessoais, como carisma, influência social ou prestígio. Exemplos: celebridades, artistas ou figuras públicas que possuem um grande número de seguidores e fãs, líderes carismáticos (sejam eles políticos, religiosos, grandes palestrantes, etc.), influenciadores digitais, etc.

    Poder de Informação ou Ideológico: Refere-se ao poder de controlar e disseminar informações que moldam a visão de mundo e a percepção das pessoas. É também a posse  de informações privilegiadas que são usadas para ter poder sobre outros indivíduos. Exemplos: empresas de mídia como jornais, revistas, emissoras de televisão, rádio, etc., a propaganda, as campanhas e as técnicas de propaganda política para influenciar os eleitores, as instituições educacionais, como escolas e universidades, desempenham um papel importante na transmissão de ideias e valores. Elas podem influenciar para o bem ou para o mal as perspectivas e crenças dos estudantes...os Grupos de Pressão: são grupos de interesse, organizações não governamentais e movimentos sociais que exercem poder ideológico ao defenderem certas causas e promoverem suas agendas e as redes sociais com seu enorme poder de influência sobre boa parte da sociedade.


    Poder de Cooperação: Baseia-se na capacidade de estabelecer acordos, negociações e relações de colaboração com os outros. Aqueles que são habilidosos na arte da negociação e na construção de alianças podem exercer poder através da capacidade de obter consenso e cooperação. Exemplos: os sindicatos e as negociações coletivas trabalhistas, a diplomacia dos países,  Instituições como as Nações Unidas, a União Europeia e a Organização Mundial do Comércio, etc.

    Poder Religioso: em países democráticos, as pessoas não são obrigadas a seguir nenhuma crença, entretanto, quem segue sabe que há regras e que as instituições ou líderes religiosos podem controlar a conduta dos fiéis ao impor códigos de conduta, exercer disciplina, excomungar, etc.

DOMINAÇÃO POLÍTICA:
refere-se ao exercício do poder em uma relação de subordinação entre dominantes e dominados. A dominação política geralmente é exercida por meio de instituições, leis e normas que regulam a interação entre governantes e governados.

TIPOS DE DOMINAÇÃO POLÍTICA (Segundo Max Weber)
a) racional:
envolve as questões legais (leis, decretos, portarias, etc. ex: a autoridade do juiz, delegado, policial, funcionários públicos em geral ou a simples obediência às leis. Envolve também as vantagens e desvantagens por parte de quem obedece; ex: a relação entre patrões e empregados, onde a obediência envolve a questão salarial; a relação entre médico e paciente, etc.
b) tradicional:
a base do poder está na tradição, no costume, no afeto. Há uma relação de fidelidade. Um exemplo é o patriarcalismo ou matriarcalismo, um regime tribal ou clânico, onde existe a figura do patriarca ou da matriarca. Presta-se obediência à pessoa por respeito, em virtude da tradição de uma dignidade pessoal que se julga sagrada tradição baseada no costume ou no afeto. Outro exemplo é a relação entre pais e filhos, avós e netos, etc..
c) carismático: a base do poder está no carisma do líder. ex: a autoridade exercida tanto por alguns líderes políticos quanto alguns   líderes religiosos detentores de grande poder de persuasão e domínio das massas.

Formas de Governo: são em geral duas: Monarquia e República.
1 - Monarquia: é um sistema dinástico e hereditário tradicional de governo; divide-se em dois tipos:
1a- Monarquia absolutista: o monarca governa com seus conselheiros, sem constituição nem parlamento, tendo poderes quase ilimitados. Países como França e Reino Unido já foram absolutistas. Ainda existem países assim (Arábia Saudita, Suazilândia, Qatar, Omã, Vaticano).
1b- Monarquia constitucional ou parlamentarista: os monarcas apenas representam ou simbolizam o Estado (protegendo a Constituição e defendendo o povo de projetos de leis prejudiciais, por exemplo). Dependendo do país, podem ter o poder de indicar ou demitir o premiê e tentar resolver impasses políticos. Nesta monarquia, quem governa é o premiê, o qual, dependendo do país, é indicado pelo monarca ou eleito pelo parlamento (congresso). O premiê governa juntamente com seu ministério (chamado de gabinete). Em caso de um mau governo, o premiê e seu gabinete podem ser destituídos pelo parlamento, através de uma moção de censura, sendo imediatamente substituídos. A maioria das atuais monarquias são parlamentares. Ex: Inglaterra, Japão, Holanda, Suécia, Espanha, Bélgica, Canadá, etc.
2 - República: O governante é escolhido ou indicado para governar durante determinado período (dependendo do país, pode ser vitalício). Atenção: não confunda república com democracia. Uma república pode ser democrática ou ditatorial.Ao longo de sua história, a república serviu aos interesses, tanto dos que queriam democracia como dos que não a queriam, ou seja, foi usada tanto por democratas como por ditadores. Um exemplo disso foi a implantação da república no Brasil, oriunda de uma ação antidemocrática (um golpe de Estado). Além disso, uma das primeiras medidas adotadas pelo governo de Deodoro da Fonseca foi censurar os jornais da época e punir todo e qualquer manifestante contrário ao novo regime implantado no Brasil.
A república se divide em dois sistemas:
2a) República presidencialista: O presidente acumula as funções de chefe de Estado e de governo. Foi criado pelos EUA e é usado por diversos países, sejam democráticos ou ditatoriais. Ex: EUA, Brasil, Cuba, Coreia do Norte, Egito, Líbia, Argentina, etc.
2b) República parlamentarista: O presidente é apenas o chefe de Estado. Quem governa é o primeiro ministro, juntamente com seu gabinete. Principais países que usam este modelo: Alemanha, Itália, Portugal, Grécia, etc.  presidente no lugar do monarca, como chefe de Estado, com funções muito parecidas. Quem governa de fato é o premiê.
Qual é o melhor: presidencialismo ou parlamentarismo?
-Vantagens do parlamentarismo: É mais flexível à opinião pública, pois prevê a rápida troca do premiê e seu gabinete em caso de governo incompetente, corrupto, crise, etc. o medidor de seu desempenho é a opinião pública e a liberdade de imprensa. Até mesmo o próprio parlamento pode ser desfeito, seguindo-se novas eleições legislativas, sem ruptura política; Atualmente, as mais estáveis democracias do mundo são parlamentaristas, seja ela monarquia ou república. Ex: Inglaterra, Alemanha, Itália, Espanha, Suécia, Japão, Canadá, etc.
Desvantagem: para os que gostam de votar diretamente no governante, não há essa opção, pois o premiê é eleito pelo Congresso. O parlamentarismo requer mais consciência política do povo; no caso do Brasil, seria preciso uma ampla reforma política que mudasse completamente o modelo vigente no Brasil, com ampla transparência para o povo e a imprensa. Além disso, o povo deveria passar a escolher muito bem os parlamentares (deputados e senadores), pois deles é que sairiam os governantes.
Vantagem do presidencialismo: A população elege diretamente o seu governante, onde nele deposita suas esperanças nas mãos de apenas um candidato).
Desvantagem: O modelo concentra muito poder nas mãos do presidente ( é chefe de Estado e chefe de Governo), onde o mesmo, aqui no Brasil, edita  medidas provisórias, as quais tem preferência para ser discutidas e votadas pelo Congresso. Outra desvantagem é a tentação do cargo, onde a maioria do povo, alienada, o vê como o herói, o messias, pai dos pobres, etc. o cargo é convidativo à implantação de ditaduras, algo bastante comum na América Latina; o mais recente exemplo é o da Venezuela

TIPOS DE GOVERNO:

Democracia: O poder reside na vontade da maioria do povo e no princípio dos direitos humanos (vida, liberdade, julgamento justo), civis (liberdade de pensamento e expressão, direito a propriedade, privacidade, protesto pacífico, investigação e julgamento justos, 
direito ao voto, direito de ir e vir, habeas corpus, direito de permanecer em silêncio, ter acesso às contas públicas, etc.), políticos (direito de votar e ser votado, direito de iniciativa popular, de organizar e participar de partidos políticos, etc.). e sociais (saúde, educação, segurança, emprego, moradia, salário digno, etc.). Numa democracia, os direitos devem ser garantidos em uma constituição. Mesmo respeitando a vontade da maioria, a democracia deve respeitar, ouvir e garantir os direitos das minorias. A democracia surgiu na Grécia Antiga (era uma democracia direta, onde todos os eleitores votavam, discutiam, aprovavam ou reprovavam as propostas de leis). Esse modelo exigia muito tempo para se conseguir votar um único projeto de lei, por isso, ele evoluiu para a democracia indireta (representativa), ou seja, elegemos os representantes que legislarão ou governarão por nós (para alguns críticos, isso deixa de ser a verdadeira democracia, já que apenas um pequeno grupo decide pela maioria). Outro problema da democracia é a questão da eleição de pessoas não qualificadas para os quadros do legislativo e do executivo, ou seja, pessoas com outros interesses que não são os do povo.
Aristocracia: No sentido original, significava o governo dos sábios, os quais seriam os mais qualificados para governar. Para Platão e Aristóteles, seria o governo ideal (embora não haja garantia de que os sábios não se deixariam corromper ou sucumbir às tentações do poder). Hoje, o significado desse termo foi ampliado: virou sinônimo de riqueza, nobreza e elite cultural e econômica.
Oligarquia: É o governo onde o poder é exercido por um pequeno grupo de pessoas, pertencentes ao mesmo partido, classe ou família. O Brasil tem forte tradição oligárquica, desde os primórdios de sua história. Exemplos: oligarquias econômicas (cafeeira, açucareira, banqueira, etc.), familiar (ex: a maranhense Sarney, as alagoanas Collor e Calheiros, a potiguar Alves, a mineira Neves, a paranaense Richa, a pernambucana Arraes, etc.), militar (Brasil da ditadura militar), política (ex: um partido que ocupa diversos cargos no governo). A oligarquia trabalha em causa própria para tentar manter-se no poder indefinidamente. A oligarquia não atenta para os problemas da maioria, pois seus interesses são particulares, mesquinhos, voltados para seu próprio grupo ou família, ou seja, o nepotismo é outro efeito devastador da oligarquia.
Plutocracia: Governo dos ricos, os quais podem governar nos bastidores, através de seus representantes políticos. Para alguns críticos, o Brasil seria uma plutocracia bancária (Não seria o Estado que controla o Capital, mas o  Capital que controlaria o Estado).
Teocracia: governo baseado ou orientado em princípios e valores teológicos ou religiosos. Algumas teocracias não possuem constituição e seu governo é baseado em textos considerados sagrados ou na interpretação que o governante faz a respeito dos mesmos. Em outras, a constituição é baseada em textos considerados sagrados. Os maiores exemplos atuais estão em alguns países árabes, onde as leis são baseadas (com ou sem constituição) na sharia (código de leis do islamismo). Em vários países árabes não há separação entre a religião e o direito, todas as leis são baseadas em princípios islâmicos ou na opinião de seus líderes. Na visão democrática ocidental, esses países são antidemocráticos, intolerantes e reacionários. Ex: o Irã, Sudão, Arábia Saudita, etc.
Ditadura/Tirania- No sentido original grego, significava o modelo de governo usado em situações excepcionais (ex: guerras ou catástrofes), onde era necessário entregar o poder a apenas um governante, como forma de agilizar as ações emergenciais. Na atualidade, os termos referem-se aos regimes antidemocráticos, onde grande parte dos direitos são anulados. As ditaduras podem ser teocráticas, ou repúblicas monopartidaristas (ex: China, Cuba, a extinta URSS, etc), ou até bipartidarista (o Brasil da ditadura militar). Ela também pode também não ter partido, como era a ditadura do Estado Novo de Getúlio Vargas. O maior problema das ditaduras, sejam elas capitalistas ou socialistas, é a perseguição aos que pensam diferente. Numa ditadura, não há liberdade de expressão nem de pensamento; greves e passeatas contra o regime, nem pensar. Não há garantias constitucionais em relação aos direitos individuais(as pessoas podem ser presas sem qualquer acusação formal), os direitos humanos, civis e políticos são eliminados em sua maioria. Além disso, jornais, filmes, revistas, livros e programas de rádio, tv e a internet são censurados. Em ditaduras socialistas (geralmente ateístas), só existem jornais, tv e rádio oficiais (empresas de comunicação privadas são proibidas), ou seja, pratica-se o monopólio oficial da informação. Até a liberdade religiosa é restringida.
A tortura faz parte da rotina dos cárceres dos países ditatoriais, além da execução sumária e sumiço do corpo (como ocorreu na ditadura brasileira, argentina e chilena).
Autocracia: É Forma de governo na qual um único homem detém o poder supremo. Ele tem controle absoluto em todos os níveis de governo, sem o consentimento dos governados. Na realidade, é quase impossível. O termo acaba sendo englobado pelas ditaduras.
Populismo: Estilo de governo onde o governante usa seu poder carismático, mobilizando as massas e usando a máquina pública para se perpetuar no poder concedendo benefícios aos trabalhadores e à classe média.
Anarquismo: No sentido literal, o termo significa "sem governante ou sem governo". Para o anarquismo, o Estado é um mal, assim como a propriedade privada e o capitalismo. A proposta anarquista está muito mais no campo da utopia, devido aos seus ideais baseados na autodisciplina e cooperação voluntária da comunidade e não na autoridade hierárquica do Estado. Para os principais pensadores anarquistas (Godwin, Thoreau, Proudhon, Bakunin, Stirner, Kropotkin, etc.) o homem é um ser bom, que por natureza gosta de cooperar, respeitar e viver em paz com seus semelhantes, mas o Estado acaba inibindo ou impedindo esta tendência humana de cooperar com o resto da sociedade. No anarquismo, a sociedade não seria uma estrutura e sim um organismo vivo que cresce em função da natureza. Os anarquistas defendem a extinção da pirâmide hierárquica de poder, o que levaria a formar uma sociedade descentralizada que procura estabelecer um relação de forma mais direta possível. A responsabilidade começa nos núcleos vitais de civilização, onde também são tomadas as decisões, local de trabalho, bairros, etc. Na realidade, o anarquismo não deixa de ser semelhante ao ideal comunista referente ao fim do Estado e do capitalismo. O anarquismo confia na convivência pacífica dos seres humanos, numa estrutura de autogestão, isto é, sem regras, autoridades e hierarquias. Valorizando apenas e, sobretudo a liberdade natural de cada indivíduo.

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

PERÍODO JOANINO E A INDEPENDÊNCIA DO BRASIL

A VINDA DA FAMÍLIA REAL PARA O BRASIL - CAUSAS
Contexto histórico: início do século XIX:
Na Inglaterra: a revolução industrial havia começado no final do século XVIII, através do pioneirismo inglês no segmento têxtil, resultando em grande desenvolvimento econômico...a Inglaterra tornou-se a maior potência econômica mundial.
Na França: Napoleão queria iniciar e expandir a industrialização francesa, mas era difícil concorrer com as mercadorias inglesas, que eram mais baratas, de melhor qualidade e tinham ampla aceitação na Europa...ou seja, para a França expandir sua economia de maneira mais rápida, era preciso (na visão de Napoleão), impedir a concorrência inglesa, proibindo os países europeus de negociarem com os ingleses. Sendo assim, Napoleão decretou um bloqueio continental contra a Inglaterra: nenhum país europeu poderia negociar com os ingleses; quem desobedecesse teria o país invadido pelas tropas francesas.
Em Portugal: quem governava o reino era o príncipe regente Dom João, pois sua mãe, a rainha Dona Maria I estava louca. Dom João mostrou-se um excelente negociador, diante da difícil situação do reino:
- O exército português era pequeno e não tinha condições de impedir a invasão francesa.
- Portugal tinha um Tratado de Amizade com a Inglaterra desde a idade média...essa amizade era a principal causa que impediu Portugal de ser invadido e anexado definitivamente pela Espanha ao longo dos séculos.
- Em 1703, Portugal assinou com a Inglaterra o Tratado de Methuen (1703), conhecido também como "Tratado de Panos e Vinhos", onde Portugal ficava obrigado a comprar apenas tecidos ingleses e os ingleses ficavam obrigados a comprar apenas vinhos portugueses.
- Dom João sabia que se aderisse ao bloqueio automaticamente se tornaria inimigo dos ingleses...a Inglaterra poderia retaliar invadindo o Brasil. 
- Já existia em Portugal um antigo projeto de transferir a sede do reino para o Brasil, o qual, com seu tamanho e suas riquezas, transformaria Portugal em uma potência econômica e militar. 
- Dom João negociava com a diplomacia francesa dando a entender que iria aderir ao bloqueio, ao mesmo tempo em que negociava com os ingleses o acordo de transferência da corte para o Brasil.
- A demora em cumprir as exigências francesas e aderir oficialmente ao bloqueio resultou na decisão de Napoleão de assinar o Tratado de Fontainebleau, em outubro de 1807, o qual estabelecia estabelecia o direito de passagem das tropas francesas pelo território espanhol e estipulava a divisão de Portugal em três zonas.
- Em 18 de novembro de 1807, as tropas francesas atravessaram a fronteira espanhola e iniciaram a invasão de Portugal.

O ACORDO DE TRANSFERÊNCIA COM A INGLATERRA
- Dom João e sua diplomacia fecharam um acordo com os ingleses:
Pelo lado inglês:
- enviaria tropas para ajudar o exército português na guerra contra os franceses
- enviaria navios de guerra para ajudar a marinha portuguesa na transferência da corte para o Brasil
Pelo lado português
- abriria os portos brasileiros ao comércio externo
- assinaria com os ingleses um Tratado de Comércio e Navegação, o qual favoreceria a Inglaterra com a mais baixa taxação alfandegária sobre importados:
-os produtos ingleses pagavam 15% de imposto
-os produtos vindos de Portugal pagavam 16% de imposto
-os produtos vindos de outros países pagavam 24% de imposto
-os ingleses que cometessem crimes no Brasil seriam julgados por juízes e leis inglesas. Essa cláusula do Tratado foi chamado de Direito de Extraterritorialidade.

A CHEGADA DA CORTE
Antes de chegar ao Rio de Janeiro, Dom João fez uma parada em Salvador, onde de imediato decretou a abertura dos portos do Brasil às nações amigas. Começava assim a liberdade comercial do Brasil, após 308 anos de portos fechados e monopólio lusitano. Na prática, o Brasil deixava de ser colônia e passava a ser metrópole.
Outras decisões tomadas por Dom João no Brasil que beneficiavam a ex-colônia:
Dom João decretou também:
- o fim da proibição de fábricas e gráficas
- a criação das primeiras faculdades: direito em Pernambuco e São Paulo e medicina na Bahia e Rio de Janeiro
- a criação da Biblioteca Nacional, do Banco do Brasil, do Jardim Botânico, da

-
O Tratado de Comércio e Navegação entre Portugal e Inglaterra, assinado em 1810: dentre outros detalhes, favorecia a Inglaterra pela sua ajuda militar: os ingleses só pagavam 15% de imposto, Portugal pagava 16% e outros países pagavam 24%. Além disso, os ingleses que fossem protestantes não seriam perseguidos e poderiam cultuar em ambientes sem aparência religiosa, além de ter um cemitério específico (nos cemitérios do Brasil só católicos eram sepultados). Além disso, os ingleses impuseram o direito de extraterritorialidade: ingleses que cometessem crimes no Brasil seriam julgados por leis e juízes ingleses.
8 - Revogação da proibição de manufaturas no Brasil

9 - A elevação do Brasil à Reino Unido, em 16 de dezembro de 1815, tentando satisfazer as exigências do Congresso de Viena.

10 - A revolução pernambucana de 1817:  Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte tentaram separar-se e criar uma república.
Causas:
- a independência das colônias espanholas
- os ideais do iluminismo
- a independência dos EUA
- a revolução francesa
- a crise econômica causada por uma seca prolongada e a acentuada queda nos lucros com o açúcar e o algodão
- o aumento de impostos sobre as províncias para sustentar a corte no Rio de Janeiro.

10 - A revolução Liberal do Porto ou Revolução do Porto: foi um levante militar ocorrido em 1820, apoiado pelas elites de Portugal. Aconteceu por conta da crise política e econômica que o país enfrentava com a transferência da Corte para o Brasil. As Cortes exigiam o estabelecimento de uma monarquia constitucional em Portugal.
Causas:
- Portugal estava destruído pela guerra contra a França e era governado por um general inglês.
- a Corte e a sede da monarquia estavam no Brasil
- Portugal perdeu o monopólio comercial e os seus privilégios econômicos
- os ideais iluministas de democracia e monarquia constitucional
- a Espanha tinha recentemente criado uma constituição.

O que o movimento queria:
- uma constituição e um parlamento, aos quais a monarquia estaria submetida, ou seja, o absolutismo chegaria ao fim
- o retorno da corte e da sede do reino para Lisboa
- uma Assembleia Constituinte para redigir a Constituição, com a participação de representantes tanto de Portugal quanto do Brasil.
obs: quem passou a governar foram as Cortes Gerais e Extraordinárias da Nação Portuguesa, mais conhecidas na história como as Cortes Constituintes. Dom João VI foi obrigado a: jurar obediência às Cortes, à à Constituição e retornar a Portugal. Entretanto, sabendo que os brasileiros não aceitariam mais retornar à condição de colônia, aconselhou seu filho a ficar no Brasil e impedir a desintegração do território como ocorreu com a América espanhola (a independência seria inevitável, e nesse caso, Dom Pedro a lideraria).

As primeiras decisões das cortes foram:
- transformaram as capitanias em províncias
- as províncias seriam governadas por juntas locais eleitas pela própria elite local.
-  Insatisfeitas com a permanência do príncipe D. Pedro no Brasil, tomaram várias medidas para enfraquecer seu poder e anular suas decisões e sua autoridade.
- A partir de julho de 1822, uma série de medidas com relação ao comércio deixava clara a intenção de diminuir os privilégios concedidos aos comerciantes estrangeiros, principalmente ingleses, restabelecendo os interesses comerciais portugueses. Em setembro, foram fechados e transferidos para Portugal os órgãos administrativos estabelecidos no tempo de D. João: o Desembargado do Paço, a Mesa de Consciência e Ordens, o Conselho da Fazenda, a Junta do Comércio e a Casa da Suplicação.
- na viagem de retorno ao Rio de Janeiro, estando ainda em São Paulo, dom Pedro recebe cartas de Leopoldina e José Bonifácio, recomendando a imediata separação...é o evento do "grito do Ipiranga" em 7 de setembro de 1822. 

sábado, 10 de setembro de 2016

INSTITUIÇÕES SOCIAIS

INSTITUIÇÕES SOCIAIS:
Conceito: são estruturas fundamentais que moldam a vida em sociedade. Elas desempenham papéis essenciais na organização e funcionamento das comunidades humanas. São padrões duradouros de comportamento, normas, valores e práticas organizadas que servem a funções específicas na sociedade.

Principais Instituições Sociais:
Família: é a base da sociedade, onde as pessoas recebem a primeira socialização, ou socialização primária...é onde ocorre o primeiro aprendizado para a vida, que de maneira geral são as normas, os padrões, as regras, os valores, as conexões emocionais, etc.
Funções da família:
1 - sexual ou reprodutiva – satisfação dos impulsos sexuais e perpetuação da espécie humana;
2 - econômica – meios de subsistência e bem-estar; muitas famílias possuem um pequeno meio de sobrevivência, seja um comércio, uma oficina, artesanato, prestação de serviço, etc.
3 - educacional/moral – transmissão dos valores e padrões culturais (moral, ética, usos, costumes, tradições, etc.)
4 - religiosa: aplica-se apenas às famílias que seguem determinada crença e conduzem seus  filhos segundo as doutrinas religiosas.
5 - de maneira geral, a família é a instituição mais amorosa, cuidadora e amparadora das pessoas do berço ao túmulo.


Escola: desempenha um papel importante através da "socialização secundária" ou "segunda socialização"...na escola, as crianças aprendem a interagir com colegas, a cumprir regras, a adquirir conhecimento acadêmico e a desenvolver habilidades sociais adicionais. Portanto, a escola desempenha um papel significativo na socialização contínua das crianças e na preparação para a vida adulta. É responsável também pelo aprendizado e formação profissional de uma boa parte da sociedade, formando profissionais de nível médio e superior.  e tem um papel crucial na transmissão de conhecimento, habilidades e valores culturais. A escola ensina não apenas conhecimento acadêmico, mas também normas sociais e comportamentos apropriados em um ambiente formal. Os alunos aprendem a cumprir horários, seguir regras de conduta, respeitar a autoridade do professor e trabalhar em grupo.

Empresa/atividades econômicas: depois do Estado, é considerada a mais importante instituição, pois dela depende o sustento da vida de milhões de pessoas. Para que haja mais emprego, mais renda, mais oportunidades de negócios e melhores condições de vida, a economia precisa de mais liberdade de ação e menos controle do Estado, ou seja, quanto menos burocracia, impostos e controle, melhor para o empreendedor.
Importância das Empresas
- geram emprego e renda
- atendem às necessidades das pessoas
- sustentam todo o gigantesco tamanho do Estado através dos impostos
- procuram aperfeiçoar seus serviços e produtos
- é a instituição que pode oferecer as melhores chances das pessoas melhorarem de vida, desde que o Estado ofereça um ambiente de mais liberdade econômica e menos interferência e impostos.


A Religião: Embora muitos afirmem que a religião tenha surgido a partir da necessidade não material (ou seja, envolvia apenas as questões espirituais sobre a morte e o contato com as divindades), ao longo da história humana, a religião também se preocupou com as necessidades materiais, tais como:
- Social: recuperação de vidas e famílias, orfanatos, asilos, etc. 
- Econômica: A partir do calvinismo, a religiosidade também passou a ser vista como um meio pelo qual Deus abençoaria o fiel através do empreendedorismo, enriquecimento, emprego, fim das dívidas, etc. 
- Moral: códigos, regras e padrões de conduta, etc.
- Educacional: escolas e universidades
- Espiritual: temor da morte, esperança de reencontrar entes queridos ou de ir para um lugar de descanso e paz, etc.
- A mensagem religiosa pode trazer paz de espírito, consolo e conforto para as pessoas que estão pensando ou até tentaram suicídio...
- Política e ideológica: No passado, a religião estava associada ao poder político e os governantes eram também representantes dos deuses. Na atualidade, os países islâmicos são guiados por princípios do livro sagrado, o Alcorão. Nossa sociedade ocidental, embora laica, tem o cristianismo como uma de suas bases culturais.
- Econômica: A partir do calvinismo, a religiosidade também passou a ser vista como um meio pelo qual Deus abençoaria o fiel através do empreendedorismo, enriquecimento, emprego, fim das dívidas, etc.

O Estado (inclui também a Política): É a mais poderosa Instituição
É a instituição que tem o poder de alterar as demais: ela tem um papel central na organização da sociedade e na tomada de decisões que afetam várias áreas da vida social.
Exemplos
Na Economia: As decisões políticas relacionadas a impostos, gastos públicos e regulamentações econômicas têm um impacto direto na economia de um país. Por exemplo, um aumento de impostos sobre empresas pode afetar a lucratividade e o emprego no setor privado. Políticas econômicas também podem influenciar o comércio internacional, como a abertura de importações mencionada na afirmação.

Na Educação: A política desempenha um papel fundamental na determinação de como os sistemas educacionais são financiados, organizados e regulamentados. As decisões políticas podem afetar a qualidade da educação, o acesso dos estudantes a recursos educacionais e as práticas de ensino nas escolas.

Na Saúde: A política de saúde influencia a organização e o financiamento dos sistemas de saúde. Isso inclui decisões sobre seguro saúde, acesso a cuidados médicos e regulamentações para empresas farmacêuticas e de saúde. A política também pode influenciar as práticas de saúde pública, como campanhas de vacinação.

No Meio Ambiente: A política ambiental determina como um país aborda questões como mudança climática, proteção da biodiversidade e gestão de recursos naturais. As políticas ambientais podem afetar as práticas da indústria, a qualidade do ar e da água e o desenvolvimento sustentável.

Nos Direitos Humanos e Justiça: A política desempenha um papel importante na criação e implementação de leis que protegem os direitos humanos e garantem a justiça. Decisões políticas podem influenciar questões como igualdade de gênero, direitos civis, sistema prisional e sistema legal.

Na Religião: Em muitos países, as políticas relacionadas à religião podem afetar questões como liberdade religiosa, separação entre Igreja e Estado e a regulação de instituições religiosas. Decisões políticas também podem moldar a forma como a religião é ensinada nas escolas públicas.

Na Mídia: Políticas relacionadas à mídia, como regulamentações de radiodifusão e liberdade de imprensa, podem afetar a diversidade de vozes na mídia e a capacidade dos meios de comunicação de informar o público de maneira imparcial.

Portanto, a política desempenha um papel crítico na formação das instituições sociais e na determinação de como essas instituições funcionam. As decisões políticas podem ter um impacto profundo na vida das pessoas e na sociedade como um todo. Por isso,


Funções das Instituições Sociais:
    Socialização: Elas ensinam normas, valores e papéis sociais aos indivíduos desde jovens, preparando-os para viver em sociedade.

Integração Social, ao buscar unir as pessoas em torno de objetivos comuns.

Regulação Social, orientando o comportamento e procurando manter a ordem.

Atendimento de Necessidades Básicas, fornecendo bens e serviços essenciais para a sobrevivência.

Promoção de Valores culturais e éticos.

Mudanças nas Instituições Sociais:

As instituições sociais não são estáticas; elas evoluem ao longo do tempo devido a mudanças sociais, políticas, econômicas e culturais.
Exemplos:
Na família: o divórcio e a união homoafetiva passaram a ser aceitas.
Na religião: as divisões dentro do cristianismo, dando surgimento à Católica Ortodoxa, Luteranismo, Calvinismo, Pentecostalismo, Neopentecostalismo, etc.
Na Política/Estado: os Estados com base no marxismo, os quais tomaram a propriedade privada e perseguiram as religiões (União Soviética, Cuba, China, Coreia do Norte, etc).


Análise Sociológica: Os sociólogos estudam as instituições sociais para compreender como elas afetam a sociedade e como a sociedade as molda. Eles exploram questões como desigualdade, poder, conflito e mudança social através da lente das instituições sociais.

Interdependência das Instituições Sociais
As instituições estão interligadas e influenciam umas às outras.
O  estudo da política e seu impacto nas outras instituições é uma parte fundamental da sociologia e das ciências sociais em geral.

Exemplos:

Família e Escola: A primeira socialização da criança vem pela família e a segunda vem pela Escola. Essas duas instituições trabalham juntas para preparar os indivíduos para a vida em sociedade. É claro que nem todas as pessoas no passado tiveram acesso à escola, mas mesmo assim passaram pelo processo de socialização através do aprendizado pelas dificuldades e desafios da própria vida. Em alguns países, os pais tem a liberdade de ensinar seus filhos em casa, através do Home Schooling.

Economia e Política estão interconectadas. As decisões políticas, como políticas fiscais e regulamentações, têm um impacto direto na economia, afetando o emprego, os negócios e a distribuição de recursos. Da mesma forma, o desempenho econômico pode influenciar as decisões políticas.

Religião e Educação também estão conectadas através das questões éticas e morais, onde as instituições religiosas e educacionais compartilham a responsabilidade de transmitir valores culturais, morais, éticos, etc.

Mídia e Política: A mídia tem um enorme poder de influência sobre a opinião pública, podendo facilitar ou piorar a vida de um governante, de um partido, de um programa de governo, etc. 

Família e Economia: A situação econômica de uma sociedade influencia o bem-estar das famílias, incluindo seu acesso a empregos, moradia e serviços de saúde. As decisões econômicas do governo também podem ter um impacto significativo nas famílias.

Política e Educação: A política desempenha um papel na formulação de políticas educacionais, como financiamento escolar, currículo e padrões de ensino. As decisões políticas podem moldar o sistema educacional de uma nação e, portanto, influenciar a qualidade da educação oferecida às crianças.

As instituições sociais não funcionam isoladamente, mas em conjunto, moldando a vida e a dinâmica da sociedade. O estudo dessas interconexões é essencial para uma compreensão mais profunda de como as instituições sociais operam e como impactam a vida das pessoas.

Diferença entre grupo Social e Instituição Social: Os grupos sociais estão inseridos nas instituições. São grupos com objetivos comuns, em um processo de interação. Por outro lado, as instituições sociais se referem a regras e procedimentos dos diversos grupos. 
Exemplo:
- A Família é um grupo social e suas regras, tradições, obrigações, regulamentos, etc. são a Instituição.

Exercícios:
1 - Assinale V para verdadeiro e F para falso):
(    )  As Instituições sociais são instrumentos reguladores e normativos das ações humanas
(    )
As Instituições sociais  reúnem um conjunto de regras e procedimentos reconhecidos pela sociedade.

2 – Para alguns autores, a religião é uma instituição sem paralelo com as outras, pois:
a) Se baseia necessidades físicas do homem
b) O homem atual dispensa a religião a partir do avanço da ciência, a qual já resolveu os maiores problemas da humanidade.
c)

 

Gabarito: C


4 – É considerada por muitos como a primeira Instituição Social surgida na história:
a) A Economia.
b) A Política.
c) A família.
d) A Religião.
e) A Guerra.


Gabarito: C


5 - A Escola é considerada uma Instituição Social devido:
1 – a necessidade de transmissão de determinados conhecimentos que a família não pode retransmitir (exemplo: medicina, engenharia, etc.)
2 – à importância de preparação do indivíduo tanto para o mercado de trabalho quanto para um melhor convívio como um cidadão.
3 – à necessidade do Estado fazer estatísticas de rendimentos do ensino fundamental e médio.
a) Apenas a 1 está correta.
b) Apenas a 1 e a 3 estão corretas.
c) Apenas a 2 e a 3 estão corretas.
d) Apenas a 3 está Correta.
e) Apenas a 1 e a 2 estão corretas.

Gabarito: E

6 – Em relação às funções da Igreja (ou religião) como instituição, assinale a alternativa correta:
a – tem função referente apenas à área da espiritualidade
b – na atualidade, devido à crise de valores morais, perdeu suas funções espirituais;
c – tem importante função social recuperando vidas, famílias, mantendo asilos, orfanatos, etc.
d – sua função é apenas mais política e ideológica
e – para a maior parte da humanidade, a religião perdeu o seu significado a partir do momento em que a ciência passou a ter todas as respostas para as dúvidas e incertezas.

 Gabarito:C